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FIIs: 3 fundos imobiliários que subiram 12% em 7 dias — e o que vem agora

Enquanto o IFIX oscilou, três FIIs de logística e shoppings dispararam com balanços e novos contratos. Veja quais são e se ainda há espaço para entrada.

Redação Perspectiva Imobiliária·
FIIs: 3 fundos imobiliários que subiram 12% em 7 dias — e o que vem agora

A semana de 3 a 7 de agosto foi de forte seleção no mercado de fundos imobiliários. Enquanto o IFIX subiu 0,8% no período, três FIIs específicos avançaram, em média, 12,1%, puxados por resultados trimestrais acima do esperado e anúncios de locações estratégicas. O destaque foi o FII XP Log (XPLG11), que saltou 14,3% depois de divulgar contratos de 12 mil m² com duas empresas de e-commerce no galpão de Cajamar (SP).

O segundo maior ganho veio do FII VBI Prime Properties (PVBI11), com alta de 11,7%. O fundo, focado em lajes corporativas de alto padrão em São Paulo, reportou aumento de 5% na receita mensal e elevação da taxa de ocupação para 94,8%. Gestores ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária atribuem o movimento à redução da vacância na região da Faria Lima, que fechou o semestre em 8,9%, menor nível desde 2022, conforme dados da Secovi-SP.

Entre os shoppings, o FII BTG Pactual Shoppings (BPML11) subiu 10,2% na esteira das vendas de julho, que cresceram 7,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, impulsionadas pelo Dia dos Pais e pelas férias escolares. O fundo anunciou ainda a venda de um ativo não estratégico em Minas Gerais, com capital gain estimado de R$ 18 milhões, o que deve ser distribuído como rendimento extra no próximo mês.

Esse movimento ocorre num cenário macro mais benigno para o setor. O Copom, em sua reunião de 29 e 30 de julho, manteve a Selic em 9,5% ao ano, após três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. A estabilização dos juros reduz a pressão de curto prazo sobre os fundos de tijolo e melhora a atratividade dos rendimentos. Levantamento da Anbima mostra que os FIIs captaram R$ 1,8 bilhão em julho, sinalizando confiança renovada do investidor pessoa física.

Mas é preciso cautela antes de entrar de cabeça. A alta em apenas uma semana pode ter sido influenciada por fluxo institucional e recomposição de carteiras. A recomendação dos analistas é olhar o dividend yield projetado para os próximos 12 meses, que, para esses três fundos, fica entre 8,2% e 9,4%, acima da taxa de juros real atual, e verificar se os novos contratos têm cláusulas de reajuste atreladas ao IPCA. Para quem já tem posição, a orientação é segurar e reinvestir os proventos.

A próxima janela de oportunidade pode surgir na virada do trimestre, com a divulgação dos resultados de agosto e a possibilidade de novos cortes de juros. Se a Selic cair para 9,25% na reunião de setembro, como indicam contratos futuros, fundos de papel e híbridos tendem a se valorizar ainda mais. Fique atento aos próximos comunicados de dividendos e às assembleias de incorporação de recebíveis.

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