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FGTS Futuro: 3 mudanças que reduzem sua parcela em até R$ 900

Medida provisória publicada nesta semana amplia uso do FGTS Futuro, permite renegociação e reduz juros; veja quem pode economizar até R$ 900 por mês no financiamento.

Redação Perspectiva Imobiliária·
FGTS Futuro: 3 mudanças que reduzem sua parcela em até R$ 900

O governo federal publicou nesta terça-feira (25) a Medida Provisória nº 1.284, que reformula o programa FGTS Futuro, ampliando o uso do saldo futuro do Fundo de Garantia para abater o valor das parcelas de financiamento imobiliário. A estimativa da Abrainc é que a nova regulamentação beneficie cerca de 1,2 milhão de famílias nos primeiros 12 meses, com economia média de R$ 450 por parcela — podendo chegar a R$ 900 em casos de financiamentos de até R$ 350 mil.

A principal novidade é a possibilidade de usar o FGTS Futuro não apenas na entrada, mas também na amortização mensal do saldo devedor. Antes, o trabalhador podia comprometer até 30% do saldo futuro na entrada; agora, esse percentual sobe para 40%, e o valor pode ser usado em qualquer fase do contrato, inclusive em renegociações. Segundo o Ministério do Trabalho, a medida vale para financiamentos realizados a partir de setembro de 2026, com prazo de 35 anos.

Outra mudança relevante é a redução dos juros para quem aderir ao programa. O Banco Central, no último Copom, manteve a Selic em 9,25% ao ano, mas a Caixa Econômica Federal anunciou que vai oferecer taxas a partir de TR + 7,5% ao ano para contratos com FGTS Futuro, contra os 8,5% praticados anteriormente. Isso representa uma queda de 1 ponto percentual, que no financiamento de um imóvel de R$ 300 mil com prazo de 30 anos equivale a uma redução de aproximadamente R$ 190 na prestação.

A medida também cria regras de transição para quem já tem contrato ativo. Nesta semana, a Caixa abriu canal exclusivo para renegociação, permitindo que o mutuário reduza o valor da parcela em até 30% usando o saldo futuro, desde que o contrato tenha sido assinado antes de agosto de 2026. A expectativa da Secovi-SP é que, no trimestre atual, as vendas de imóveis na planta cresçam 12% impulsionadas pela nova regulamentação.

Especialistas, no entanto, alertam para riscos. O economista-chefe da Anbima, Carlos Thadeu, ressalta que o uso do FGTS Futuro eleva o comprometimento da renda futura, e que o trabalhador pode ficar sem margem para outros créditos. "É uma ferramenta poderosa, mas o mutuário precisa simular o cenário de perda de emprego, pois a pausa no uso do benefício pode elevar a parcela em até 40% temporariamente", afirma.

A MP ainda precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que a votação deve ocorrer ainda neste semestre, mas partidos de oposição já sinalizaram que vão propor emendas para limitar o percentual de 40%. A discussão promete esquentar o cenário político nas próximas semanas.

Para o comprador, a dica é clara: antes de assinar o contrato, use simuladores da Caixa e do Banco do Brasil para comparar o impacto do FGTS Futuro na parcela e no saldo devedor final. A nova regra pode ser a diferença entre alugar e comprar — mas exige planejamento de longo prazo.

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