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Esta vila remota paga R$ 2.000 por mês para você morar lá

Enquanto as grandes cidades encolhem, uma vila no interior da Itália oferece salário mensal e casa reformada para novos moradores. Veja como concorrer a essa bolada.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Esta vila remota paga R$ 2.000 por mês para você morar lá

Em uma tentativa desesperada de reverter o êxodo rural, a vila de Santo Stefano di Sessanio, na região de Abruzzo, na Itália, lançou nesta semana um programa que paga € 1.000 (cerca de R$ 2.000) por mês para quem aceitar morar lá. A medida começa em setembro e já atraiu mais de 3 mil candidatos de 40 países, segundo a prefeitura local.

O programa, batizado de 'Residência Ativa', oferece um contrato de um ano, com possibilidade de renovação, além de uma casa reformada e um salário mensal. Em troca, o novo morador deve se envolver em atividades comunitárias, como cuidado de idosos, manutenção de trilhas e apoio a pequenos negócios locais. 'Queremos gente que traga vida, não apenas turistas', disse o prefeito Marco Rossi em entrevista coletiva na terça-feira.

A vila, que fica a cerca de 130 km de Roma, viu sua população cair de 2.500 habitantes em 1950 para apenas 120 hoje. O abandono acelerou nos últimos cinco anos, e mais de 30 casas foram doadas à prefeitura por herdeiros que não querem arcar com impostos. O custo médio de uma casa na região é de € 50 mil, mas o programa cobre integralmente a reforma.

Especialistas em demografia apontam que a iniciativa é uma das mais agressivas da Europa, superando até os famosos programas de 1 euro na Sicília. 'Não é apenas vender casas baratas; é pagar para alguém ficar. Isso muda o jogo', comentou a professora de urbanismo da Universidade de Milão, Carla Bianchi, em estudo divulgado esta semana.

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Para o Brasil, a notícia chega em um momento em que o mercado imobiliário nacional vive um boom de preços nas capitais — o índice FipeZap subiu 1,2% em julho, puxado por São Paulo e Rio. Enquanto isso, cidades pequenas como Santo Stefano oferecem incentivos financeiros reais para atrair moradores. Uma família brasileira que aceitar o desafio pode viver com o salário local, já que o custo de vida é baixo.

As inscrições vão até 15 de outubro e podem ser feitas pelo site da prefeitura, com análise de currículo e entrevista online. Não é necessário ter cidadania italiana, mas é preciso comprovar renda mínima de € 500 para emergências e falar inglês ou italiano básico. A prefeitura planeja selecionar 20 famílias até o final do ano, com prioridade para quem tem filhos.

A medida já gera efeitos colaterais: o preço dos imóveis na vila subiu 30% em agosto, segundo o observatório imobiliário local. 'Isso mostra que, quando há demanda, o mercado responde rápido', analista o corretor italiano Paulo Conti. Para quem busca uma experiência radical de mudança, a oportunidade é real — e paga para isso.

#vila italiana#morar na Itália#programa de incentivo#êxodo rural#mercado imobiliário
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