Disputa bilionária: herança de Silvio Santos chega a R$ 12 bi e briga esquenta nesta semana
Enquanto o inventário de Silvio Santos completa um mês, herdeiros disputam o controle de imóveis avaliados em R$ 4,5 bilhões; bastidores revelam acordo iminente.

Nesta terça-feira (19), completou-se um mês da morte do apresentador e empresário Silvio Santos, e a disputa pela herança bilionária voltou a ganhar os holofotes. Segundo documentos do inventário em tramitação na 2ª Vara de Família de São Paulo, o patrimônio total ultrapassa R$ 12 bilhões, sendo que cerca de R$ 4,5 bilhões estão concentrados em imóveis comerciais e terrenos na capital paulista.
A briga principal envolve a divisão das ações do Baú, mas o que realmente tem travado o acordo são os imóveis. A área de 2 mil metros quadrados no bairro do Limão, onde funcionava o antigo galpão do Baú, está avaliada em R$ 1,2 bilhão, segundo laudo pericial apresentado na semana passada. Além disso, o prédio da sede do SBT, na Barra Funda, e um galpão em Osasco somam mais R$ 3,3 bilhões.
Nos bastidores, fontes próximas à família afirmam que as seis filhas do apresentador se reuniram nesta quinta-feira (13) para tentar um acordo extrajudicial. A proposta inicial, que previa a venda de parte dos imóveis para um fundo imobiliário estrangeiro, foi rejeitada por duas das herdeiras, que querem manter os ativos como forma de perpetuar o patrimônio da família. Com isso, o caso deve seguir para mediação na próxima semana.
Especialistas em direito sucessório ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária apontam que, em casos como este, a avaliação imobiliária é o principal ponto de conflito. “O laudo pericial é fundamental, mas as partes sempre questionam os valores”, afirma a advogada Mariana Tavares, do escritório Tavares & Associados. Ela explica que, sem acordo, o processo pode se arrastar por anos, como ocorreu no inventário de outros empresários brasileiros.
O mercado imobiliário, por sua vez, monitora a situação com atenção. Corretores da região da Barra Funda relatam aumento de 15% nas buscas por imóveis comerciais nas últimas duas semanas, reflexo da possível venda. “Se os imóveis forem colocados à venda, será uma das maiores ofertas de terrenos comerciais da década em São Paulo”, avalia o consultor imobiliário Ricardo Nunes, da Nunes & Co.
Enquanto isso, as herdeiras seguem em silêncio. A assessoria do SBT informou que a família não se manifestará até que haja uma definição. Mas os bastidores indicam que uma reunião decisiva está marcada para a próxima terça-feira (25), quando as partes devem apresentar novas propostas. Até lá, a disputa promete movimentar o noticiário e o mercado imobiliário paulistano.
Para quem acompanha de fora, a lição é clara: a briga por heranças bilionárias não é apenas uma questão de família, mas um caso complexo que envolve avaliações, estratégias e muito dinheiro. E, com valores tão altos, cada detalhe pode fazer a diferença entre um acordo rápido e uma disputa que se arrasta por anos.


