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Crise global? Onde o metro quadrado mais caro do mundo subiu 12% em 2026

Enquanto Lisboa e Miami desaceleram, Dubai e Tóquio batem recorde. Veja o ranking atualizado e onde o real rende mais agora.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Crise global? Onde o metro quadrado mais caro do mundo subiu 12% em 2026

O mercado imobiliário global vive um pêndulo de extremos neste terceiro trimestre de 2026. Dados divulgados nesta semana pelo Global Property Guide mostram que, enquanto algumas cidades enfrentam correção de preços, outras registram altas de dois dígitos. A grande surpresa? Dubai e Tóquio, que lideram a valorização, enquanto Lisboa e Miami, queridinhas dos investidores brasileiros, entram em ritmo de estabilização.

Em Dubai, o preço médio do metro quadrado subiu 12% nos últimos 12 meses, impulsionado pela demanda de estrangeiros e pela inflação global. Segundo a consultora Knight Frank, o valor médio chega a US$ 6.500 (cerca de R$ 36 mil). A cidade, que já foi símbolo de especulação, agora atrai fundos soberanos e brasileiros que buscam proteção cambial. Neste mês, o lançamento de dois empreendimentos de luxo na ilha de Palm Jumeirah esgotou em 48 horas.

Tóquio também surpreende. Com o yen ainda desvalorizado, a capital japonesa viu o metro quadrado em bairros centrais como Minato e Shibuya saltar 9,5% no trimestre, atingindo US$ 8.200 (R$ 45 mil). O motivo? A volta do turismo e a política monetária do Banco do Japão, que mantém juros baixos enquanto o resto do mundo aperta. "É um dos últimos mercados com financiamento a menos de 2% ao ano em ienes", explica o economista-chefe do banco Nomura, em relatório recente.

Já Lisboa, que foi o queridinho dos brasileiros nos últimos anos, vive um momento de correção. Após a alta de 25% em 2024, o preço médio caiu 3,8% no último trimestre, refletindo o fim dos incentivos fiscais e a alta dos juros europeus. O metro quadrado na Avenida da Liberdade ainda custa cerca de R$ 32 mil, mas o mercado vive de incertezas. Especialistas consultados pelo Secovi apontam que a cidade pode seguir estável nos próximos meses.

Miami, por sua vez, sofre com o excesso de oferta e as altas taxas de seguro. O preço médio em condomínios de luxo na Brickell recuou 2,1% no trimestre, mas o aluguel residencial caiu ainda mais: 5,6%, segundo dados do Zillow. Para o investidor brasileiro que busca diversificação internacional, a recomendação de analistas da Anbima é avaliar o câmbio e a liquidez do ativo antes de embarcar.

Mas o que isso significa para o investidor brasileiro, além da curiosidade? Os fundos imobiliários listados na B3 que investem no exterior, como os FIIs de tijolo de Dubai e Tóquio, valorizaram em média 8% neste ano, enquanto o Ibovespa acumula alta de apenas 3%. "A diversificação geográfica deixou de ser tendência e virou necessidade, principalmente com o câmbio desvalorizado", afirma o gestor da XP, em entrevista ao nosso portal.

A conclusão prática é que o momento exige seletividade. Se você quer exposição a mercados que ainda têm impulso, Tóquio e Dubai oferecem oportunidades, mas com risco de bolha. Já Lisboa e Miami podem ser boas opções para quem busca renda de aluguel a preços mais racionais, após a correção. O caminho mais seguro, segundo especialistas, é usar plataformas reguladas no Brasil e diversificar entre cidades, para não depender de apenas uma economia.

Acompanhe nosso portal para análises semanais sobre os mercados internacionais e descubra como aproveitar as oportunidades sem cair em armadilhas. O próximo relatório completo será publicado na primeira semana de setembro.

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