Política

Congresso aprova novo Minha Casa Minha Vida com faixa de renda ampliada; veja quem ganha

Nesta semana, o Congresso Nacional aprovou a reformulação do programa habitacional, elevando o limite da faixa 1 para R$ 3.200 e criando um novo segmento para famílias de classe média. Saiba como a decisão impacta o setor imobiliário e os futuros compradores.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Congresso aprova novo Minha Casa Minha Vida com faixa de renda ampliada; veja quem ganha
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O Congresso Nacional aprovou nesta semana a reformulação do programa Minha Casa Minha Vida, com novas faixas de renda e subsídios ampliados. A medida, sancionada pelo presidente na última quarta-feira, 15 de julho de 2026, atualiza os limites de renda bruta familiar que vigoravam desde 2023 e inclui uma faixa inédita voltada à classe média.

Pelo texto aprovado, a Faixa 1 passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 3.200 (antes era R$ 2.640). A Faixa 2 subiu de R$ 4.400 para R$ 5.500, e a Faixa 3 foi elevada de R$ 8.000 para R$ 9.500. A novidade é a Faixa 4, voltada para rendas entre R$ 9.500 e R$ 12.000, com subsídios parciais e acesso ao financing via FGTS. A Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) estima que a mudança pode adicionar 180 mil novas unidades ao mercado em 2026.

A decisão ocorre após forte debate no Congresso, onde parlamentares de oposição criticaram o impacto fiscal. Dados do Tesouro Nacional indicam que o programa custará R$ 14,2 bilhões em subsídios neste ano, ante R$ 12,1 bilhões em 2025. Para compensar, o governo elevou a taxa de juros do financing para famílias da Faixa 4, que passou de 7% para 8,5% ao ano. O setor imobiliário recebeu a notícia com otimismo: em junho, o índice FipeZap apontou alta de 1,2% nos preços de imóveis novos, influenciado pela expectativa de demanda aquecida.

Especialistas apontam que o novo formato pode beneficiar principalmente compradores de imóveis de até R$ 350 mil, em regiões metropolitanas como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A Caixa Econômica Federal, que opera o programa, já iniciou a atualização dos sistemas para enquadramento das novas faixas a partir de 1º de agosto. O presidente da Caixa, Maria Rita Serrano, afirmou em coletiva que a meta é contratar 420 mil unidades em 2026.

Para quem está planejando comprar a casa própria, a dica é verificar se o novo limite permite acesso ao subsídio total. Famílias na faixa de R$ 3.200 a R$ 5.500, por exemplo, podem conseguir desconto de até R$ 47 mil no valor do imóvel. Já as rendas entre R$ 9.500 e R$ 12.000 terão direito apenas ao financing com juros reduzidos, sem subsídio direto. A Secovi-SP recomenda simular as condições no site da Caixa antes de fechar negócio.

A reformulação também ampliou o prazo máximo de pagamento de 30 para 35 anos, mantendo a possibilidade de uso do FGTS. O mercado imobiliário reagiu positivamente: ações de incorporadoras listadas na B3 subiram em média 3,5% na semana, com destaque para MRV e Tenda. Analistas do Itaú BBA projetam aumento de 8% nas vendas de imóveis econômicos no segundo semestre.

Em resumo, a decisão do Congresso de 15 de julho de 2026 redefine o acesso ao Minha Casa Minha Vida, ampliando o público-alvo e ajustando subsídios. O efeito prático deve ser sentido a partir de agosto, com maior oferta de crédito e potencial aquecimento do setor. Acompanhe o Perspectiva Imobiliária para análises detalhadas das novas regras.

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