Política

Congresso amplia Minha Casa Minha Vida: renda até R$ 12 mil entra em 2027

Nova faixa do programa habitacional foi aprovada nesta semana e pode beneficiar 2,1 milhões de famílias. Entenda como a mudança afeta quem já financia ou pretende comprar.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Congresso amplia Minha Casa Minha Vida: renda até R$ 12 mil entra em 2027

O Congresso Nacional aprovou nesta semana a ampliação das faixas de renda do Minha Casa Minha Vida, com vigência prevista para janeiro de 2027. A principal novidade é a criação de uma faixa intermediária que permite famílias com renda bruta de até R$ 12 mil mensais a acessarem subsídios e taxas de juros reduzidas. A medida, que tramitava desde o início do ano, foi sancionada na quarta-feira (26) e já é considerada a maior reformulação do programa desde 2023.

Segundo dados da Abrainc, a ampliação pode injetar cerca de R$ 30 bilhões no setor até o fim de 2027, com potencial para gerar 420 mil novos empregos diretos e indiretos. O mercado já reagiu: as ações de incorporadoras listadas na B3 subiram, em média, 4,5% na quinta-feira (27), puxadas pela expectativa de aumento na demanda por imóveis de até R$ 350 mil.

Para o comprador, a mudança significa uma janela de oportunidade, mas também exige atenção. Quem se enquadra na nova faixa — renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil — poderá financiar com juros a partir de 7,5% ao ano, além de ter acesso ao Fundo Garantidor do FGTS (FGTS) para reduzir o valor da entrada. No entanto, especialistas alertam que o aumento da demanda pode pressionar os preços em regiões metropolitanas, especialmente em capitais como São Paulo e Brasília, onde o metro quadrado já subiu 1,2% no trimestre, segundo o índice FipeZap.

A decisão do Congresso também altera as regras para quem já possui financiamento ativo. Quem contratou nas faixas anteriores e teve aumento de renda poderá solicitar a reclassificação para a nova faixa, desde que comprove a mudança e esteja em dia com as parcelas. A Caixa Econômica Federal, principal agente do programa, estima que 1,4 milhão de contratos podem ser reenquadrados, mas a medida ainda depende de regulamentação do Ministério das Cidades, prevista para outubro.

Enquanto isso, o mercado secundário de imóveis também deve sentir os efeitos. Com o subsídio maior, muitos beneficiários poderão optar por imóveis usados, o que pode acelerar a liquidez em bairros consolidados. A Secovi-SP observa que, historicamente, cada R$ 1 bilhão investido no programa gera um impacto de R$ 2,5 bilhões na economia. A expectativa é que a nova faixa tenha efeito semelhante a partir do segundo semestre de 2027.

Para quem pretende comprar, a recomendação é antecipar o planejamento. Com a alta demanda esperada, a tendência é de redução dos prazos de lançamento e possível elevação dos preços nos próximos 12 meses. A dica é simular financiamentos já considerando a nova faixa, mas sem descartar a negociação direta com construtoras, que podem oferecer condições especiais para garantir vendas antes da virada do ano.

Fique atento às próximas semanas: o Ministério das Cidades deve publicar a portaria com os critérios de renda e os limites de valor dos imóveis por região. Acompanhe o portal para atualizações em primeira mão e saiba como aproveitar a nova regra sem comprometer seu orçamento.

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