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Com R$ 15 bilhões extras no FAX, governo turbina MCMV 2026; juros da Caixa recuam para 7,99% ao ano

O Conselho Curador do FGTS aprovou ontem (16) a maior injeção de recursos da história no Fundo de Arrendamento Residencial. Medida já começa a valer para contratos assinados a partir de agosto e pode reduzir o déficit habitacional em até 40 mil unidades neste semestre.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Com R$ 15 bilhões extras no FAX, governo turbina MCMV 2026; juros da Caixa recuam para 7,99% ao ano

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) a liberação de R$ 15 bilhões adicionais para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), principal fonte de subsídios do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O valor é 20% superior ao montante extra liberado no mesmo período de 2025 e visa acelerar a contratação de moradias para famílias de baixa renda ainda no segundo semestre de 2026.

Segundo a Secretaria Nacional de Habitação, os recursos serão destinados principalmente às faixas 1 e 1,5 do programa, que atendem famílias com renda mensal de até R$ 2.850. A medida foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS em reunião extraordinária e já começa a valer para contratos assinados a partir de 1º de agosto. A meta do governo é contratar 200 mil unidades até dezembro, contra 170 mil no primeiro semestre.

Paralelamente, a Caixa Econômica Federal reduziu as taxas de juros do crédito imobiliário para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A partir de hoje (17), as taxas mínimas passam de 8,99% para 7,99% ao ano, mais TR. A medida acompanha o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, decidido na última reunião do Copom, em junho, que trouxe a taxa básica para 10,25% ao ano.

A associação de construtoras Abrainc comemorou a decisão, mas alertou para a necessidade de controle da inflação de materiais de construção. Em junho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumulou alta de 0,64% no mês, pressionado pelo reajuste de 1,2% nos materiais hidráulicos. Mesmo assim, o presidente da Abrainc, Luiz Antonio França, afirmou que “a redução dos juros da Caixa e a injeção de subsídios são as boas notícias que o setor esperava para o segundo semestre”.

No Congresso, tramita desde o início de julho o Projeto de Lei 2.456/2026, que propõe a unificação definitiva do MCMV e do Casa Verde e Amarela em um único programa habitacional, com regras simplificadas e subsídios corrigidos pela inflação. A proposta já recebeu parecer favorável do relator na Comissão de Desenvolvimento Urbano e pode ir a plenário ainda neste mês.

Para o comprador de imóvel popular, as mudanças significam menor prestação e maior acesso ao crédito. Um financiamento de R$ 200 mil pelo MCMV faixa 1,5, com prazo de 30 anos, terá prestação inicial de aproximadamente R$ 1.470, ante R$ 1.550 com a taxa anterior. A economista do Secovi-SP, Patrícia Castro, destaca que “a combinação de subsídio maior e juro menor pode destravar até 50 mil novas vendas nos próximos três meses, especialmente em capitais do Nordeste e Norte”.

A expectativa do mercado é que a nova rodada de recursos do FAR seja suficiente para zerar o déficit habitacional qualitativo em 12 municípios-piloto até o fim do ano. O próximo passo, segundo o Ministério das Cidades, é lançar em setembro uma linha específica para reforma de imóveis usados, com subsídio de até R$ 15 mil por unidade.

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