Política

Casa Verde e Amarela 2: 500 mil moradias a R$ 890/mês em 2027

Nova fase do programa lançada nesta semana promete R$ 30 bi em subsídios e muda regra do FGTS; veja quem entra na fila antes do fim de agosto

Redação Perspectiva Imobiliária·
Casa Verde e Amarela 2: 500 mil moradias a R$ 890/mês em 2027

O governo federal anunciou nesta semana a segunda fase do programa Casa Verde e Amarela, batizada popularmente como Casa Verde e Amarela 2. A meta é contratar 500 mil novas moradias até o fim de 2027, com subsídios de até R$ 30 bilhões. O anúncio ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente e dos ministros da Casa Civil e do Desenvolvimento Regional.

A novidade que mais chamou atenção foi a criação de uma faixa intermediária de financiamento, voltada a famílias com renda entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil mensais. Para esse público, as parcelas serão limitadas a 30% da renda, mas o governo estima um valor médio de R$ 890 por mês, considerando um imóvel de até R$ 250 mil e prazo de 360 meses. A taxa de juros será de 8,5% ao ano, abaixo da média de mercado, que hoje gira em torno de 11%.

O programa também flexibiliza o uso do FGTS: o trabalhador poderá usar até 50% do saldo para dar entrada, e o financiamento poderá ser quitado com o saldo do fundo após 12 meses de contrato. Segundo a Caixa Econômica Federal, isso pode reduzir o custo total em até 18% para quem mantém o saldo parado.

A reação do setor foi positiva, mas com ressalvas. A Abrainc estima que, para atingir a meta, será necessário um ritmo de 140 mil unidades por ano, o que exige agilidade na aprovação de projetos e na liberação de terrenos. A Fipezap, por sua vez, aponta que o programa pode pressionar os preços dos imóveis de até R$ 250 mil em cidades como São Paulo e Brasília, onde já há déficit habitacional.

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Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que, apesar do avanço, o programa ainda não resolve o problema do déficit qualitativo, que inclui moradias precárias e sem saneamento. Dados do Banco Central indicam que o crédito imobiliário cresceu 12% no primeiro semestre de 2026, mas a demanda por habitação social segue alta, especialmente no Nordeste.

Para quem tem renda de até R$ 2,6 mil, a primeira faixa continua com subsídio total de até R$ 180 mil em imóveis novos. O cadastro pode ser feito nos próximos dias por meio do aplicativo do programa, e a seleção prioriza famílias com mulheres chefes de família e pessoas com deficiência. A expectativa é que as primeiras obras comecem ainda em 2026, com entregas a partir de 2028.

A medida chega em um momento de juros básicos em 9,75% ao ano, após o Copom ter reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual em agosto. Com isso, o custo de captação das construtoras tende a cair, o que pode ampliar a oferta de imóveis. Contudo, a inflação do setor, medida pelo INCC, subiu 0,45% em julho, puxada pelo custo do aço e da mão de obra.

Se você está pensando em se cadastrar, o prazo vai até 31 de agosto. A recomendação é reunir documentos como RG, CPF, comprovante de renda e declaração de imposto de renda, além de verificar se seu nome está livre de restrições. A Caixa abre agências em horário estendido nesta semana, e o aplicativo Caixa Tem já está atualizado para aceitar as inscrições de forma digital.

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