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As 7 cidades do Brasil onde o m² subiu até 18% no 2º tri; veja ranking

Levantamento da Abrainc com dados do FipeZap mostra valorização recorde em capitais do Norte e Nordeste; saiba quais mercados lideram e onde ainda há espaço para comprar antes da alta.

Redação Perspectiva Imobiliária·
As 7 cidades do Brasil onde o m² subiu até 18% no 2º tri; veja ranking

Nesta semana, o mercado imobiliário brasileiro confirmou uma tendência que vinha se desenhando desde o fim do primeiro semestre: a valorização acelerada em capitais fora do eixo Sul-Sudeste. Segundo levantamento da Abrainc com base no Índice FipeZap, divulgado ontem (07/08), o preço médio do metro quadrado nas 50 cidades monitoradas subiu 4,2% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano.

O ranking das sete cidades com maior alta no período é puxado por João Pessoa, que viu o m² saltar 18,3%, chegando a R$ 9.450. Na sequência, aparecem Palmas (14,7%), Manaus (12,1%), Fortaleza (10,9%), Cuiabá (9,8%), Goiânia (8,6%) e São Luís (7,9%). O desempenho contrasta com o das capitais do Sudeste: São Paulo teve alta de 2,1%, Rio de Janeiro de 1,8%, e Belo Horizonte de 1,4%, todas abaixo da média nacional.

O que explica essa disparidade? Especialistas ouvidos pela reportagem apontam três fatores: a interiorização de investimentos em infraestrutura, o crescimento do mercado de trabalho local e o fenômeno do home office definitivo, que levou famílias de grandes centros a buscar cidades com melhor custo de vida. "O nordeste virou o novo eldorado do investidor que busca renda com valorização", afirma a economista-chefe da Abrainc, Patrícia Moreira, em nota enviada à imprensa.

O movimento também é perceptível nos lançamentos. Dados da Secovi-SP mostram que, no primeiro semestre, as vendas de imóveis novos em João Pessoa cresceram 72% em relação ao mesmo período de 2025. Em Palmas, o aumento foi de 65%. "O investidor está de olho em cidades que combinam preço baixo com potencial de crescimento de longo prazo", diz o diretor de pesquisa da consultoria Brain, Fábio Tadeu.

Para quem pensa em entrar agora, a janela ainda existe, mas com atenção. Em João Pessoa, o m² subiu 35% nos últimos 12 meses, e a oferta começa a ficar escassa nas áreas mais valorizadas, como o Bessa e a orla. Em contrapartida, Goiânia e São Luís aparecem como opções com maior estoque disponível e preços ainda abaixo da média nacional.

O cenário macro também ajuda. No último Copom, realizado nesta semana, o Banco Central manteve a Selic em 11,5% ao ano, o que mantém o financiamento imobiliário competitivo, embora sem novos estímulos. Para o segundo semestre, a projeção é de que a alta continue, mas em ritmo menor, puxada justamente pelo esgotamento da oferta em algumas praças.

A dica final: se você está pensando em investir fora do eixo tradicional, faça as contas com o custo de aquisição, mas não ignore a liquidez. Cidades com alta valorização rápida podem ter mercado de revenda mais restrito — o que, para quem pretende segurar o ativo por alguns anos, não chega a ser um problema. O momento, mais do que nunca, é de olhar o mapa do Brasil com outros olhos.

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