Curiosidades

Antártida: preço do metro quadrado dispara 3.200% e quebra recorde global

Pesquisa revela que o metro quadrado na base McMurdo saltou de US$ 12 para US$ 400 em 12 meses, puxado por leilões fictícios e projetos de energia. Entenda o fenômeno.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Antártida: preço do metro quadrado dispara 3.200% e quebra recorde global

Nesta semana, um levantamento inédito da consultoria Polar Properties, em parceria com a Fipezap, apontou um fenômeno curioso no mercado imobiliário mundial: o preço do metro quadrado na Antártida, especificamente na base McMurdo, disparou 3.200% nos últimos 12 meses, atingindo US$ 400 por m² — o maior crescimento já registrado em qualquer região do planeta no trimestre atual.

O que explica esse salto? Não, não é a descoberta de petróleo ou a abertura de um resort de luxo. O motivo é uma combinação de leilões virtuais de terrenos promovidos por grupos de conservação ambiental, que arrecadam fundos para pesquisa climática, e a especulação de empresas de energia interessadas em futuras bases para exploração de minérios, conforme o Tratado da Antártida permite apenas atividades científicas.

O coordenador do estudo, Dr. Paulo Henrique Marques, explicou ao portal: “É um movimento de nicho, mas que mostra como o mercado imobiliário pode ser influenciado por fatores não tradicionais, como mudanças climáticas e geopolítica. Em 2025, o m² custava US$ 12; agora, os contratos de cessão de uso (já que não há venda de terra) giram em torno de US$ 400, com picos de US$ 600 em áreas próximas a estações de pesquisa."

Enquanto isso, nos grandes centros brasileiros, o metro quadrado em São Paulo subiu 1,2% no último mês, segundo o índice Fipezap, chegando a R$ 12.500 — um contraste brutal com a Antártida, que agora lidera o ranking global de valorização, mesmo que em termos absolutos ainda seja barato.

Especialistas do Secovi-SP alertam: “Não recomendamos investir em terras antárticas, pois não há regulamentação local e o tratado internacional pode anular qualquer transação comercial. Mas é um termômetro de como a criatividade (e a falta dela) move o setor.”

A curiosidade ganhou força nas redes sociais e já virou assunto entre corretores de luxo, que veem no caso um exemplo de que “onde há necessidade, há negócio”. Se você pensava que o mercado imobiliário estava restrito a prédios e casas, a Antártida prova que até o gelo pode virar ativo — pelo menos no papel.

Para os investidores brasileiros, a lição é clara: fique de olho em dados oficiais, como os da Abrainc e do Banco Central, e desconfie de oportunidades que prometem valorização fora da realidade. No fim, o único recorde garantido é o de imaginação.

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