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Aluguel por temporada explode 38% no trimestre e supera contratos longos no Rio

Dados do Secovi-RJ mostram que diárias curtas agora rendem até 2,5x mais que o aluguel tradicional; veja como lucrar com a virada.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada explode 38% no trimestre e supera contratos longos no Rio

O mercado brasileiro de locação vive uma virada histórica neste trimestre. Dados recém-divulgados pelo Secovi-RJ mostram que o aluguel por temporada cresceu 38% entre junho e agosto de 2026, superando pela primeira vez a procura por contratos longos no Rio de Janeiro. A diária média em bairros como Copacabana e Ipanema saltou para R$ 420, enquanto o aluguel tradicional mensal, em termos proporcionais, rendeu cerca de R$ 170 por dia. A diferença é ainda maior em cidades como Florianópolis e Maceió, onde a temporada de verão antecipada já movimenta as reservas.

O que explica essa disparada? Segundo economistas do Banco Central, a recuperação do poder de compra das famílias, aliada à alta da Selic no último Copom, de 11,75% para 12,25% ao ano, tem incentivado proprietários a migrar para contratos curtos. "Com a renda real em alta e o crédito imobiliário mais caro, muitos preferem alugar por temporada para equilibrar o orçamento", explica a analista da FipeZap, Carla Menezes. A plataforma registrou aumento de 22% no número de anúncios de imóveis por temporada em julho, na comparação com junho.

Os dados nacionais reforçam a tendência. Segundo a Abrainc, o volume de locação por temporada no país cresceu 28% no segundo semestre de 2026, puxado pelas capitais do Nordeste e por cidades universitárias. Em São Paulo, bairros como Pinheiros e Vila Madalena viram a diária média subir 25% em agosto, com ocupação de 83% nos fins de semana. Para especialistas, a flexibilização das regras de locação, aprovada no Congresso em julho, facilitou a formalização de contratos curtos, reduzindo a burocracia e atraindo proprietários.

No entanto, a corrida por temporada também traz alertas. Na semana passada, o Procon-SP notificou 14 plataformas digitais sobre anúncios fraudulentos, e a Receita Federal intensificou o monitoramento de rendimentos não declarados. Quem atua na legalidade, porém, tem visto retorno expressivo: um investidor que comprou um estúdio na Vila Mariana por R$ 950 mil em 2024 hoje fatura R$ 7,2 mil por mês com locação por temporada, contra R$ 3,5 mil de um contrato tradicional. A rentabilidade anual chega a 9,1%, superando a poupança e a maioria dos títulos de renda fixa atuais.

Para quem quer aproveitar a janela, a orientação é clara: priorize imóveis próximos a polos turísticos, hospitais e universidades, e invista em automação para reduzir custos operacionais. Dados do Airbnb indicam que anfitriões que utilizam ferramentas de precificação dinâmica aumentaram a ocupação em 15%. Com a chegada da alta temporada em dezembro, as projeções do setor indicam que a diária média pode alcançar R$ 520 nas capitais litorâneas. O momento é de adaptação rápida: quem não migrar, pode ficar para trás.

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