Aluguel por temporada dispara 34% nas capitais em julho; veja onde rende mais
Pesquisa do Secovi-SP mostra que locação de curta duração supera contratos tradicionais em até 2,5x. Saiba quais bairros lideram o ranking e como lucrar com seu imóvel.

O mercado de locação por temporada no Brasil vive um momento de ouro. Dados do Secovi-SP divulgados nesta semana mostram que o segmento cresceu 34% em julho nas principais capitais, impulsionado pelo turismo doméstico e pela alta procura por hospedagens alternativas. Enquanto o aluguel tradicional acumula alta de 9,8% em 12 meses, o por temporada já rende, em média, 2,5 vezes mais ao proprietário.
O comportamento do consumidor mudou. Com a inflação mais controlada, o Copom manteve a Selic em 10,5% ao ano na última reunião, o que estimula o crédito e o consumo. Além disso, a preferência por viagens curtas e experiências locais — tendência que se consolidou após a pandemia — fez com que plataformas como Airbnb e Booking registrassem recordes de reservas para o segundo semestre, segundo dados da Abrainc.
No Rio de Janeiro, bairros como Copacabana e Ipanema têm diárias médias de R$ 650, com ocupação de 78% nos fins de semana. Em Florianópolis, a taxa de ocupação chegou a 85% em julho, puxada pelo inverno no Sul. Já em São Paulo, Pinheiros e Vila Madalena lideram a demanda, com diárias de até R$ 450. Para o proprietário, isso representa um retorno anual bruto de até 12%, contra 5% do aluguel tradicional, calcula a FipeZap.
Mas atenção: nem todo imóvel é adequado para temporada. A legislação municipal varia, e é preciso verificar regras de zoneamento e tributação. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura regulamentou o aluguel por temporada em 2025, exigindo cadastro e recolhimento de ISS. Já em cidades como Gramado e Campos do Jordão, a demanda supera a oferta, mas a sazonalidade é extrema, com picos em feriados e quedas bruscas fora deles.
Para quem pensa em entrar nesse mercado, especialistas recomendam focar em imóveis bem localizados, com boa avaliação nas plataformas e serviços de concierge. O investimento em automação e segurança é essencial para manter o imóvel competitivo. A expectativa para o segundo semestre é ainda mais otimista: com a retomada de eventos corporativos e a Copa do Mundo de 2026 no Brasil, a demanda deve superar a oferta em várias capitais, elevando os preços em até 20%.
Portanto, se você tem um imóvel parado ou pensa em investir, a locação por temporada pode ser uma alternativa mais lucrativa. Mas faça as contas: compare a receita potencial com os custos de manutenção, limpeza e gestão. Em muitos casos, a rentabilidade compensa, mas é preciso planejamento. O mercado está aquecido agora, e quem se posicionar cedo pode colher os frutos nos próximos meses.


