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Aluguel por temporada dispara 32% no trimestre; veja os bairros que mais lucram

Dados do Secovi mostram que locação de curta duração em capitais como SP e RJ superou o aluguel tradicional. Saiba quais regiões têm o maior retorno e o que esperar para o fim de ano.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada dispara 32% no trimestre; veja os bairros que mais lucram

O mercado de locação por temporada no Brasil vive um momento de forte aquecimento. Levantamento do Secovi-SP, divulgado nesta semana, aponta que a procura por imóveis de curta duração cresceu 32% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. O movimento é puxado pela retomada do turismo doméstico e pela busca de renda extra por investidores, que veem no aluguel por temporada uma alternativa mais lucrativa que o contrato tradicional.

Os números são ainda mais expressivos em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. No Rio, bairros como Copacabana e Ipanema registraram diárias médias de R$ 850 e R$ 1.200, respectivamente, com taxa de ocupação de 78% em julho, segundo a FipeZap. Em São Paulo, a região da Vila Madalena se destaca, com diárias médias de R$ 480 e ocupação de 71%. O retorno anualizado sobre o valor do imóvel chega a 8,5% nessas áreas, ante uma média de 5,2% do aluguel convencional, segundo a Abrainc.

Esse cenário é impulsionado por mudanças de comportamento. O trabalho híbrido consolidou a prática de estadias mais longas — de 15 a 30 dias —, e plataformas como Airbnb e Booking registram aumento de 40% nas reservas para o período de alta temporada, que começa em dezembro. Além disso, o último Copom, realizado na semana passada, manteve a Selic em 12,75% ao ano, o que torna o aluguel por temporada ainda mais atraente para quem busca renda imediata, já que o financiamento imobiliário segue caro.

Para o investidor, a dica é ficar atento à regulação. Cidades como São Paulo e Florianópolis avançam com projetos de lei que exigem cadastro dos imóveis de temporada e cobrança de taxa de turismo. Em São Paulo, a proposta em tramitação na Câmara Municipal pode ser votada até outubro, e deve impactar a rentabilidade líquida dos proprietários. Já no Rio, a prefeitura anunciou nesta semana um pacote de incentivos fiscais para quem formalizar a locação de curta duração, como isenção de IPTU por dois anos.

Outro ponto que chama atenção é o avanço das locações de imóveis de alto padrão. Dados da imobiliária Lopes mostram que, em julho, os contratos de temporada acima de R$ 5 mil por noite cresceram 25% em relação ao mês anterior, puxados por estrangeiros e pelo turismo de negócios. O litoral paulista, especialmente a região de Búzios e Paraty, também se destaca, com alta de 18% na demanda em relação a 2025.

Para quem pensa em investir, a recomendação dos especialistas é buscar imóveis em regiões com alta demanda turística e boa infraestrutura, além de considerar a gestão profissional — que pode elevar a ocupação em até 30%. A tendência é que o aluguel por temporada continue ganhando espaço, com projeção de crescimento de 25% para o ano de 2027, segundo a PwC. Quem se antecipar agora pode garantir os melhores imóveis e contratos antes da alta de preços estimada para o próximo ano.

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