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Aluguel por temporada dispara 27% no trimestre; veja os bairros mais caros

Dados do Secovi-SP mostram que locação de temporada cresceu 27% no 2º trimestre de 2026. Praias do Nordeste lideram alta, com diárias até R$ 1.200. Saiba onde investir agora.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada dispara 27% no trimestre; veja os bairros mais caros

O mercado de locação por temporada no Brasil vive um momento de aquecimento incomum para esta época do ano. Segundo dados divulgados nesta semana pelo Secovi-SP, o volume de contratos de aluguel por temporada cresceu 27% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O movimento é puxado pelo aumento do turismo doméstico e pela procura por estadias mais longas, que já se reflete nos preços das diárias.

Os bairros mais valorizados para temporada no Rio de Janeiro, por exemplo, registram diárias médias de R$ 950, alta de 18% em relação ao trimestre anterior. Em São Paulo, os bairros de Pinheiros e Vila Madalena aparecem no topo da lista, com diárias que chegam a R$ 780. Os dados são do levantamento mensal da FipeZap, divulgado no início deste mês, que monitora os preços de locação em 30 cidades.

Especialistas apontam que a redução da taxa Selic, que caiu para 10,5% ao ano no último Copom, foi um dos fatores que estimularam a migração de investidores para o aluguel de curta duração. Com o rendimento da renda fixa menor, muitos investidores estão buscando alternativas com retorno mais alto, e a locação por temporada aparece como opção, com rentabilidade média de 0,8% ao mês sobre o valor do imóvel, segundo a Abrainc.

No Nordeste, o comportamento é ainda mais intenso. Em capitais como Fortaleza e Salvador, a alta das diárias no trimestre foi de 12% e 14%, respectivamente, impulsionada pelo aumento do fluxo de turistas estrangeiros e pela realização de eventos internacionais. Na Praia de Iracema, em Fortaleza, uma diária em um apartamento mobiliado de médio padrão custa em média R$ 420, valor 20% maior que o registrado em maio.

O comportamento do mercado sinaliza uma mudança de perfil do investidor: a busca por imóveis em localizações turísticas, com potencial de locação por temporada, cresceu 35% nas plataformas digitais, conforme levantamento do QuintoAndar divulgado no início deste mês. A procura se concentra em imóveis de 1 e 2 quartos, mobiliados, em bairros bem localizados.

Para quem está pensando em entrar nesse segmento, a dica é ficar atento à regulação municipal. Em São Paulo, por exemplo, uma nova lei em discussão na Câmara pode exigir cadastro de imóveis para locação por temporada. A Secovi recomenda que os investidores acompanhem as regras locais e invistam em imóveis com boa infraestrutura para hóspedes, como internet de alta velocidade e cozinha equipada, itens que elevam a nota nas plataformas e justificam diárias mais altas.

Com a expectativa de continuidade do crescimento no segundo semestre, alimentada pelas férias de julho e pela alta temporada de verão, o aluguel por temporada se firma como uma das apostas mais rentáveis do mercado imobiliário brasileiro em 2026.

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