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Aluguel por temporada dispara 23%: as 5 cidades que mais lucram agora

Com Selic em 13,5% e Copom desta semana, investidores migram para locação de curto prazo. Veja o ranking inédito por rentabilidade e as regiões que esgotam em agosto.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada dispara 23%: as 5 cidades que mais lucram agora

Dados do Secovi-SP divulgados nesta quarta-feira (19) mostram que o aluguel por temporada no Brasil cresceu 23,4% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O número é o maior desde o início da série histórica, em 2018, e reflete uma migração clara de investidores: com a Selic estabilizada em 13,5% após o último Copom, a renda fixa ficou menos atrativa e o tijolo voltou a brilhar.

O levantamento aponta que as cidades com maior rentabilidade anual com locação por temporada são Florianópolis (9,8%), Maceió (9,2%), Cabo Frio (8,7%), Gramado (8,3%) e Trancoso (7,9%). Em Florianópolis, um apartamento de 72 m² na Jurerê Internacional rende, em média, R$ 8.400 por mês na alta temporada — quase o triplo do aluguel tradicional, que gira em torno de R$ 3.200.

A demanda também mudou de perfil. De acordo com a plataforma brasileira de reservas ShortStayBR, o público internacional saltou de 18% para 29% das diárias no trimestre. Americanos e europeus, que descobriram o real desvalorizado, buscam estadias mais longas — de duas a quatro semanas. Isso fez com que a ocupação média em agosto, fora do pico de verão, atingisse 72% nas capitais litorâneas monitoradas pela Abrainc.

Para o especialista em locação de curto prazo da Kinea, Ricardo Montovanelli, o movimento é estrutural: "O brasileiro aprendeu a precificar melhor o imóvel. Quem tem um apartamento bem localizado e mobiliado com padrão de hotel está vendo o rendimento mensal dobrar, enquanto o aluguel tradicional rende, em média, 4,5% ao ano". Ele lembra que a regulamentação do setor, em discussão no Congresso, deve dar ainda mais segurança jurídica aos proprietários.

Na prática, para quem pensa em diversificar, a dica dos gestores é buscar mercados com alta demanda turística e baixa oferta de hotéis. Cidades como Maceió e Trancoso, que receberam novos voos internacionais recentemente, estão no radar. Mas atenção: a rentabilidade por temporada exige gestão ativa — reservas, limpeza, manutenção e imposto sobre serviços. Quem não quer esse trabalho pode investir em fundos imobiliários de ativos hoteleiros, como os listados na B3 que administram flats em capitais turísticas.

Com a flexibilização das regras de visto para turistas no Brasil, anunciada em junho, a expectativa do setor é que o crescimento continue acima dos 20% no próximo trimestre. O mercado de locação por temporada deixou de ser alternativa de verão para se tornar uma estratégia recorrente de renda. E os números desta semana mostram que a janela que se abriu ainda não fechou.

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