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5 FIIs que valorizaram 12% em agosto; veja o que comprar

Com Selic a 13,75% e IFIX em alta, fundos de tijolo e papel se destacam. Levantamento exclusivo revela as 5 carteiras que mais subiram no mês e o que esperar até o fim de 2026.

Redação Perspectiva Imobiliária·
5 FIIs que valorizaram 12% em agosto; veja o que comprar

O mercado de fundos imobiliários vive um dos melhores momentos do ano. Com o IFIX acumulando alta de 9,4% no trimestre, uma carteira selecionada de FIIs conseguiu performar ainda melhor: cinco fundos específicos valorizaram, em média, 12% apenas em agosto, segundo levantamento da XP Investimentos obtido com exclusividade pelo Perspectiva Imobiliária.

Os números são impulsionados pela combinação de queda da inflação e manutenção da Selic em 13,75% pelo Copom na reunião de junho. Segundo a Abrainc, o custo de captação das empresas de tijolo caiu 1,2 ponto percentual no semestre, favorecendo a distribuição de dividendos e a reabertura de emissões.

Entre os destaques estão fundos de galpões logísticos e lajes corporativas em São Paulo. O FII XP Log (XPLG11) subiu 6,8% no mês, puxado pela valorização dos contratos atrelados ao IPCA e pela alta taxa de ocupação de 97,5%. Já o VBI Prime Properties (PVBI11) avançou 5,4%, beneficiado pela venda de um ativo no Faria Lima por 15% acima do laudo de avaliação.

No segmento de papel, os fundos de CRIs indexados ao CDI com spread elevado também chamaram a atenção. O Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) distribuiu dividendos de R$ 0,90 por cota em agosto, um aumento de 7% em relação ao mês anterior. Segundo a análise da Suno Research, a gestora conseguiu repassar a alta dos juros nos novos contratos, garantindo uma yield mensal de 0,95%.

O movimento não é isolado. Dados da B3 mostram que o volume de negociação de FIIs na bolsa atingiu R$ 4,2 bilhões em julho, o maior nível desde março. Para especialistas, o ciclo de cortes de juros que deve começar no próximo Copom, em setembro, tende a trazer ainda mais fluxo para o setor, mas é preciso cautela com fundos de tijolo de alto risco.

"O momento é de seleção. Fundos com contratos longos e indexados à inflação seguem atrativos, mas o investidor deve evitar pagar prêmios excessivos pelas cotas", alerta Caio Cordeiro, analista da Guide Investimentos. "A dica é olhar o dividend yield dos últimos 12 meses, que no IFIX está em 8,7%, e comparar com o CDI."

Para quem quer entrar no setor agora, a recomendação é diversificar entre fundos de logística, papel e lajes corporativas, sempre com horizonte de longo prazo. Acompanhe os próximos relatórios gerenciais de agosto, que começam a ser divulgados nesta semana, para ajustar a carteira.

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