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3 bairros de SP que subiram 40% no 1º semestre de 2026; veja lista

Enquanto a média da cidade ficou em 12%, alguns bairros dispararam com lançamentos de alto padrão e novas linhas de metrô. Confira os dados do Secovi-SP e o que ainda pode valorizar até dezembro.

Redação Perspectiva Imobiliária·
3 bairros de SP que subiram 40% no 1º semestre de 2026; veja lista

O mercado imobiliário de São Paulo vive um momento de forte aquecimento, mas com grandes disparidades entre bairros. Dados do Secovi-SP divulgados nesta semana mostram que, no primeiro semestre de 2026, a valorização média do metro quadrado na capital foi de 12%. No entanto, três bairros específicos registraram aumentos superiores a 40%, puxados por uma combinação de lançamentos de alto padrão, novas estações de metrô e escassez de terrenos.

Um dos destaques é o Alto de Pinheiros, que viu seu metro quadrado saltar de R$ 11.500 para R$ 16.100 em apenas seis meses. A região recebeu três novos empreendimentos residenciais de luxo, todos vendidos antes da entrega das chaves. O lançamento imobiliário mais recente, o "Pinheiros One", da construtora Cyrela, teve 90% das unidades comercializadas no primeiro fim de semana, conforme balanço da empresa divulgado na última segunda-feira.

Outro bairro que surpreendeu foi o Canindé, na zona norte, tradicionalmente fora do radar dos investidores. A chegada da estação Canindé da Linha 6-Laranja, inaugurada em maio, desencadeou uma corrida por imóveis na região. Levantamento do FipeZap mostra que o preço médio do metro quadrado local subiu de R$ 7.200 para R$ 10.100 entre janeiro e julho, um avanço de 40,3%. Incorporadoras como a Even e a Trisul já anunciaram cinco novos projetos na área, com previsão de lançamento ainda neste trimestre.

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O terceiro bairro é a Vila Mariana, que continua em trajetória de alta puxada pela demanda por imóveis compactos perto do metrô. Os preços subiram 41,2% no semestre, atingindo R$ 14.800 por metro quadrado, segundo o índice de preços da Abrainc em parceria com a Fipe. A forte procura por studios e apartamentos de 1 dormitório, impulsionada pela volta de investidores estrangeiros e pela facilidade de crédito, mantém o estoque baixo e os preços em elevação.

Para os próximos meses, o cenário segue favorável, mas com alerta: a alta dos juros no último Copom, que elevou a Selic para 14,25% ao ano, pode desacelerar o ritmo de novos financiamentos. Especialistas do Secovi-SP recomendam que investidores foquem em regiões com obras de infraestrutura em andamento, como as futuras estações da Linha 6-Laranja e do monotrilho da Zona Leste, que ainda não refletiram todo o potencial de valorização.

Enquanto isso, o mercado de lançamentos segue aquecido: segundo dados da Prefeitura de São Paulo, foram registrados 12,4 mil novos lançamentos residenciais em julho, o melhor mês desde 2020. A expectativa é que o segundo semestre feche com um total de 85 mil unidades, superando o recorde do ano passado em 18%. Para quem está atento, os bairros que lideraram a alta no semestre podem ser o termômetro do que ainda vai acontecer em outras regiões da cidade.

#lançamentos imobiliários#São Paulo#valorização
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