Análise

3 bairros de capitais que subiram 35% em 2026: veja onde

Levantamento do FipeZap com dados até julho revela os endereços que mais valorizaram no trimestre atual. O que eles têm em comum?

Redação Perspectiva Imobiliária·
3 bairros de capitais que subiram 35% em 2026: veja onde

Enquanto o Copom manteve a Selic em 12,75% na reunião da semana passada, o mercado imobiliário brasileiro segue esquentando em pontos bem específicos do mapa. Um levantamento do FipeZap, com dados fechados até julho, mostra que três bairros de capitais registraram alta de até 35% no preço médio do metro quadrado neste segundo trimestre — um ritmo que chamou a atenção até de gestores de fundos imobiliários.

No Rio de Janeiro, o bairro do Vidigal, na Zona Sul, foi o grande destaque: o metro quadrado saltou de R$ 8.200 para R$ 11.070 em apenas três meses, uma valorização de 35%. O movimento é explicado pela chegada de operadores de hospitality e pelo boom de reformas de imóveis antigos para aluguel de curta temporada, que atraiu investidores de São Paulo e do exterior.

Em São Paulo, a surpresa veio do extremo da Zona Leste: o bairro de Itaquera, ancorado na presença do estádio e em novos projetos de escritórios, viu o preço médio subir 28% no mesmo período, para R$ 7.340/m². Dados da Abrainc indicam que os lançamentos na região cresceram 40% no primeiro semestre, puxados por investidores que buscam renda com imóveis de 2 quartos a preço abaixo do centro expandido.

Já em Belo Horizonte, o bairro de Santa Efigênia — historicamente comercial e desvalorizado — virou o caso de virada do ano. Com a conclusão do novo eixo do BRT e a chegada de hubs de inovação, os preços subiram 22% no trimestre, indo para R$ 5.890/m². A Secovi-MG registrou a maior procura por imóveis comerciais pequenos da última década, o que tem atraído investidores que buscam renda média de 0,7% ao mês com locação.

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O que os três têm em comum? Todos são bairros fora do radar tradicional do investidor, com infraestrutura sendo entregue agora e preços ainda abaixo da média da cidade. Segundo analistas da Anbima, o movimento reflete uma preferência por ativos com potencial de aumento de aluguel, já que a inflação de aluguel (IGP-M) deve fechar o ano em 8,5%.

Especialistas alertam, porém, para a liquidez: bairros em alta rápida podem sofrer correção se o juro subir. O Copom sinalizou que pode elevar a Selic para 13% em setembro, o que encarece o crédito e tende a frear a valorização. Para quem já está dentro, é hora de segurar; para quem pensa em entrar, o momento exige cautela e pesquisa.

A lição do trimestre é clara: os ganhos extraordinários não estão nas áreas nobres, mas em bairros que combinam investimento público, mudança de uso do solo e preço inicial baixo. Ficar de olho nas próximas entregas de mobilidade e nos lançamentos de escritórios pode ser o melhor termômetro para os próximos 12 meses.

#FipeZap#valorização imobiliária#bairros#2026#investimento
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