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Virginia Fonseca compra prédio em SP por R$ 32 mi e vira investidora imobiliária

A influenciadora fechou a aquisição de um edifício comercial na Vila Olímpia nesta semana. Especialistas explicam o que ela ganha com a jogada — e o que você pode copiar.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Virginia Fonseca compra prédio em SP por R$ 32 mi e vira investidora imobiliária

Virginia Fonseca não é mais só a rainha dos stories. Na última terça-feira (15), a influenciadora assinou a compra de um prédio comercial de sete andares na Vila Olímpia, zona oeste de São Paulo, por R$ 32 milhões, segundo apurou a coluna com fontes do setor. O imóvel, que pertencia a um fundo imobiliário em fase de desinvestimento, tem 4.200 m² de área locável e já está 85% ocupado por empresas de tecnologia e saúde. A transação foi feita via pessoa jurídica, com recursos próprios e financiamento bancário indexado ao CDI.

A jogada chama atenção porque Virginia não é a primeira, mas é a mais recente de uma leva de influenciadores que estão trocando a renda volátil de publicidade por tijolo. Segundo a Abrainc, a participação de pessoas físicas e de pequenas empresas em compras de imóveis comerciais cresceu 18% no terceiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O movimento ocorre em um momento em que a Selic, embora em queda, ainda está em 9,5% ao ano — patamar que torna o rendimento de aluguel comercial, entre 6,5% e 8% ao ano, cada vez mais competitivo.

O que Virginia ganha com isso? No curto prazo, a influenciadora garante uma renda de aluguel estimada em R$ 240 mil por mês, segundo corretores que avaliaram o imóvel a pedido da reportagem. No longo prazo, ela diversifica um patrimônio que, até agora, estava concentrado em mídia e participações em empresas. "É uma estratégia clássica de quem tem fluxo de caixa alto e quer proteção contra a volatilidade da própria carreira", explica o consultor de investimentos imobiliários Ricardo Tavares, da TC Imóveis. "O prédio vira uma espécie de previdência privada de tijolo."

A Vila Olímpia não foi escolhida por acaso. O bairro registrou valorização de 12,3% no metro quadrado comercial nos últimos 12 meses, segundo o Índice FipeZap de setembro. A região concentra sedes de fintechs e healthtechs, que buscam escritórios menores e bem localizados. A vacância para lajes corporativas de até 1.000 m² está em 7,1%, a menor desde 2020, de acordo com a consultoria JLL. Ou seja: o risco de Virginia ficar com andares vazios é baixo — e o reajuste dos contratos tende a acompanhar a inflação.

Mas nem tudo é glamour. Especialistas alertam que investir em imóveis comerciais exige atenção a prazos de contrato, inadimplência e custos de manutenção, que costumam consumir de 15% a 20% da receita de aluguel. "Influenciador tem marca, tem seguidor, mas o inquilino não liga para isso. Ele quer ar-condicionado funcionando e elevador na hora", diz a advogada imobiliária Patrícia Lemos. Para quem pensa em seguir os passos de Virginia, a dica é começar por fundos imobiliários de tijolo, que permitem exposição ao setor com tickets a partir de R$ 100, ou por salas comerciais menores, de até R$ 500 mil, em regiões com demanda aquecida.

O movimento de Virginia Fonseca sinaliza uma tendência que deve se intensificar nos próximos meses: a profissionalização do dinheiro dos influenciadores. Com a Selic em trajetória de queda e a bolsa volátil, o tijolo voltou a ser o porto seguro de quem tem milhões — e quer continuar tendo.

Se você não tem R$ 32 milhões, a lição que fica é outra: diversificar nunca é demais, e o imóvel certo pode render mais do que qualquer publi. Basta escolher bem o endereço — e o inquilino.

#Virginia Fonseca#investimento imobiliário#Vila Olímpia#imóveis comerciais#influenciadores
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