Vila Leopoldina lidera valorização em SP; Asa Norte e Meireles se destacam
Dados da FipeZap de julho mostram que bairros com nova infraestrutura de mobilidade e retrofit de galpões puxam alta de até 4,2% no trimestre. Veja os campeões nas capitais.

Levantamento da FipeZap divulgado nesta quinta-feira (24) aponta que a valorização imobiliária nas capitais brasileiras em julho de 2026 é liderada por bairros que estão passando por transformações estruturais, como a Vila Leopoldina (São Paulo), a Asa Norte (Brasília) e o Meireles (Fortaleza). O índice mensal, que acompanha preços de imóveis residenciais e comerciais em 50 bairros das principais capitais, mostra que a alta média nacional foi de 1,8% no mês, mas com variações que chegam a 4,2% em regiões específicas.
Na cidade de São Paulo, a Vila Leopoldina, na zona oeste, registrou a maior valorização do trimestre: 4,2%, impulsionada pela chegada da linha 6-Laranja do Metrô e pela aprovação de retrofit de galpões industriais. Segundo a Secovi-SP, o bairro atraiu investimentos de R$ 1,2 bilhão em novos empreendimentos residenciais desde janeiro. “O adensamento construtivo e a melhora na mobilidade urbana estão transformando a região num polo de média renda”, afirma o presidente da entidade, Basílio Jafet, em nota.
Em Brasília, a Asa Norte aparece com alta de 3,8% no mês, impulsionada pela liberação de novos projetos de alto padrão no Setor de Grandes Áreas Norte (SGAN). Dados da Abrainc mostram que o preço médio do metro quadrado na região subiu para R$ 12.450, puxado por lançamentos de incorporadoras como a Cyrela. A valorização reflete a escassez de terrenos e a demanda aquecida por servidores públicos e profissionais liberais.
Já em Fortaleza, o bairro do Meireles, à beira-mar, registrou elevação de 3,5% no preço dos imóveis residenciais, conforme a pesquisa da FipeZap. A região se beneficia da conclusão das obras de engorda da praia, que aumentaram a atratividade turística e de moradia de luxo. “O Meireles virou o novo ponto de investimento estrangeiro no Nordeste, com fundos imobiliários comprando ativos para locação”, comenta o diretor de economia do Secovi-CE, Paulo Sérgio.
A tendência estrutural de valorização desses bairros está ligada a investimentos públicos e privados em infraestrutura, como corredores de ônibus, metrô e parques, além da mudança no perfil de uso do solo. O Banco Central, no último Copom (15 de julho), manteve a Selic em 10,25% ao ano, o que mantém o crédito imobiliário aquecido, mas com seletividade. “O investidor está mais racional: prefere bairros com entrega de valor a curto prazo, como os que têm obras de mobilidade concluídas neste semestre”, afirma o analista de mercado da B3, Ricardo Teixeira.
Para quem busca boas oportunidades no trimestre atual, os especialistas recomendam ficar atento a regiões como a Vila Mariana (SP) e o Boa Viagem (Recife), que apresentam potencial de alta nos próximos meses devido à implantação de novas linhas de metrô e reforma de terminais de integração. A dica é acompanhar os indicadores da FipeZap e da Abrainc, que atualizam os preços semanalmente.
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