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Valorização imobiliária: os 5 bairros que dispararam até 38% no trimestre

Enquanto o IPCA desacelera, o preço do m² em capitais como SP e BH acelera. Veja o ranking dos bairros que mais valorizaram e o que explica o boom.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Valorização imobiliária: os 5 bairros que dispararam até 38% no trimestre

Dados divulgados nesta semana pela FipeZap mostram que a valorização imobiliária nas 50 cidades monitoradas acelerou no segundo trimestre de 2026, com destaque para bairros fora do tradicional eixo nobre. O índice geral subiu 4,2% no período, mas cinco localidades chamaram atenção com altas entre 25% e 38%.

Entre as capitais, Belo Horizonte lidera com o bairro Horto, que viu o m² saltar de R$ 8.412 para R$ 10.927 em três meses, uma alta de 29,9%. A região, que antes era considerada dormitório, agora atrai investidores por causa da nova linha de metrô e do boom de startups na região. No Rio, a Freguesia, na Ilha do Governador, subiu 32,4%, impulsionada pela obra do Parque Tecnológico e pelo interesse de quem busca áreas verdes.

Em São Paulo, o Tatuapé continua em alta, com 26,8% de valorização no m², agora custando em média R$ 9.350. O que chama atenção é que bairros como o Jaraguá, na zona norte, subiram 27,1%, puxados pela chegada do Rodoanel Norte e por empreendimentos de médio padrão. O Copom, que manteve a Selic em 11,75% na última reunião, não freou o apetite por imóveis, mas os especialistas alertam: a renda fixa ainda é concorrente, e a valorização se concentra em regiões com infraestrutura nova.

A Abrainc aponta que o crédito imobiliário com poupança cresceu 18% no semestre, mas os juros dos bancos privados seguem altos, o que explica por que os investidores estão migrando para cidades médias como Joinville e Londrina, que aparecem no topo do ranking de valorização entre as não-capitais, com altas de 15% e 22%, respectivamente.

Para o sócio da consultoria Urban Systems, o que está acontecendo é uma 'revolução silenciosa': "O investidor que antes só olhava para o eixo Sul-Sudeste agora busca cidades com menos de 500 mil habitantes, onde o preço ainda cabe no bolso e o potencial de alta é maior". Ele recomenda ficar de olho em cidades com universidades e polos tecnológicos, que tendem a se valorizar nos próximos 12 meses.

Se você está pensando em investir, o momento exige cautela: a valorização passada não garante o futuro, mas os dados do trimestre mostram claramente onde o dinheiro está indo. Ficar de olho em lançamentos na planta, em regiões com obras de mobilidade, e negociar taxas de financiamento pode ser a chave para não ficar de fora do próximo ciclo de alta.

Acompanhe nossas próximas análises, que vão trazer o raio-x dos bairros que ainda estão 'baratos' mas com alto potencial, com base nos dados do Secovi e da B3.

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