Mercado BR

Valorização imobiliária: 5 cidades que dispararam até 34% no trimestre

Enquanto São Paulo e Rio patinam, capitais do Norte e do Centro-Oeste lideram alta de preços entre junho e agosto. Veja o ranking e os bairros que mais puxaram o índice.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Valorização imobiliária: 5 cidades que dispararam até 34% no trimestre

Levantamento divulgado nesta terça-feira (1º) pela consultoria DataZap mostra que, no trimestre encerrado em agosto, o preço médio do metro quadrado residencial subiu 12,4% em Palmas (TO), 18,7% em Boa Vista (RR) e 21,3% em Macapá (AP), na comparação com o trimestre anterior. O destaque, porém, fica com duas capitais que superaram a barreira dos 30%: Campo Grande (MS), com alta de 31,2%, e Cuiabá (MT), com impressionantes 34,8%.

A corrida por imóveis nessas praças é puxada pela expansão do agronegócio e pela chegada de novos empreendimentos logísticos, segundo a Abrainc. Só em Cuiabá, o estoque de imóveis novos caiu 28% no segundo trimestre, enquanto a demanda por locação cresceu 19%, de acordo com a Secovi-MT. "É um efeito de oferta limitada e renda rural em alta", explica o economista-chefe da DataZap, Rafael Nascimento, em nota.

Enquanto isso, no eixo Sul-Sudeste, a valorização foi bem mais tímida. Curitiba (PR) teve alta de 4,2%, e Belo Horizonte (MG), de 3,1%. São Paulo e Rio de Janeiro ficaram praticamente estáveis, com variação de 0,8% e 0,5%, respectivamente, segundo o índice FipeZap para as 50 cidades monitoradas. O movimento indica que o capital imobiliário está migrando para regiões onde o preço por metro quadrado ainda é inferior a R$ 4 mil — contra uma média de R$ 9,8 mil nas capitais do Sudeste.

A alta nas cidades do Centro-Oeste e do Norte também reflete o ciclo de corte da Selic, que na última reunião do Copom, em agosto, terminou em 9,5% ao ano. Como o financiamento imobiliário ficou mais barato, a procura por imóveis prontos e lançamentos cresceu, especialmente nos municípios com menor estoque. Conforme dados da B3, as emissões de CRIs para financiamento de obras nessas regiões aumentaram 22% no trimestre.

Vídeo relacionado

Para o segundo semestre, o cenário é de cautela. A projeção do Banco Central indica Selic estável até dezembro, e a inflação do setor de construção civil (INCC) deve ficar em 5,2% no acumulado do ano. Mesmo assim, a expectativa da Abrainc é de que a valorização nessas praças continue acima da média, mas em ritmo menor. "Quem comprou em janeiro e vendeu agora embolsou ganho real de 18% após o desconto da inflação", destaca o relatório.

Para o investidor, o momento exige filtro. Bairros com maior liquidez, como Centro e Jardim Itália em Cuiabá, e o Bairro Amambaí em Campo Grande, foram responsáveis por 62% da valorização dessas capitais. Já em Palmas, a alta se concentrou na região Sul da cidade, próxima aos novos loteamentos aprovados pela prefeitura. O conselho dos especialistas é buscar imóveis em regiões com infraestrutura planejada e próximo a vias de escoamento, e não apenas nas áreas centrais.

Acompanhe as próximas edições do ranking trimestral, que serão publicadas aqui no Perspectiva Imobiliária, para ajustar sua carteira com base nos dados mais recentes.

#valorização imobiliária#ranking trimestral#Cuiabá#Campo Grande#mercado imobiliário
0 comentário(s)

Comentários

para comentar.

    Continue lendo