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Selic sobe a 17,75% e financiamento imobiliário fica R$ 340 mais caro

Alta de 1 ponto no último Copom eleva parcela de imóvel de R$ 500 mil em 5 anos; veja se ainda compensa comprar agora ou se é melhor esperar.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic sobe a 17,75% e financiamento imobiliário fica R$ 340 mais caro

A decisão do Copom desta semana, que elevou a Selic para 17,75% ao ano, já tem efeito prático no bolso de quem pretende financiar um imóvel. Para um apartamento de R$ 500 mil financiado em 360 meses, a parcela inicial sobe cerca de R$ 340, passando de R$ 4.280 para R$ 4.620, segundo simulações feitas por associações do setor com base na tabela Price.

O movimento é o primeiro após dois meses de estabilidade e reflete a pressão do câmbio e das expectativas de inflação. Com a alta, os bancos já começaram a repassar o novo custo às linhas de crédito imobiliário atreladas à taxa referencial (TR) e ao CDI, enquanto as linhas com recursos da poupança, que usam a TR mais uma taxa fixa, tendem a sofrer reajuste menor, mas ainda significativo.

No mercado secundário, o impacto também é imediato. Os FIIs de papel, como os que investem em CRIs, devem sentir a pressão da marcação a mercado, mas os fundos de tijolo, que se beneficiam de contratos de aluguel com reajuste pelo IPCA, podem se tornar mais atrativos como proteção. Segundo a B3, o índice Ifix fechou a semana em leve alta de 0,7%, puxado por ativos de logística e shoppings.

Para o comprador de primeira viagem, a estratégia mais comum neste momento é usar o FGTS para reduzir o valor financiado e tentar prazos mais longos, que diluem o impacto dos juros. Uma simulação com R$ 100 mil de entrada e financiamento de R$ 400 mil mostra que a parcela em 30 anos fica R$ 210 maior com a nova Selic, mas em 35 anos a diferença cai para R$ 180.

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A Abrainc e o Secovi-SP devem divulgar na próxima semana um levantamento detalhado sobre vendas e lançamentos no segundo trimestre, mas adiantam que a alta de juros já impactou a confiança do consumidor. No primeiro semestre, as vendas de imóveis novos nas capitais cresceram 12% em comparação ao mesmo período de 2025, mas o ritmo deve desacelerar no segundo semestre.

Enquanto isso, o crédito imobiliário continua com estoque elevado nos bancos, mas as condições de aprovação tendem a ficar mais rígidas. O Banco Central já sinalizou que vai observar a inadimplência de perto, e alguns bancos já elevaram a exigência de renda mínima para financiamentos acima de 80% do valor do imóvel.

A dica dos especialistas ouvidos pela reportagem é clara: se você tem recursos para entrada e planeja morar no imóvel, ainda vale negociar taxas com pelo menos três bancos e usar a portabilidade como arma. Mas se a compra é para investimento, talvez seja melhor aguardar o Copom dar sinais de queda, o que pode ocorrer apenas em 2027, segundo as projeções do mercado.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom#crédito imobiliário#taxa de juros
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