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Selic em 12,5%: quanto sua parcela imobiliária subiu esta semana

Com a nova alta do Copom, financiamentos de R$ 500 mil ficaram até R$ 780 mais caros por mês. Veja os números e o que pode vir pela frente no mercado.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic em 12,5%: quanto sua parcela imobiliária subiu esta semana

A nova Selic, anunciada na última quarta-feira pelo Copom, já está batendo na porta de quem financiou um imóvel neste mês. Com a taxa básica em 12,5% ao ano, a parcela de um financiamento de R$ 500 mil em 30 anos subiu, em média, R$ 780 por mês em relação ao início do ano, quando os juros estavam em 11,75%. O impacto é imediato para novos contratos e também para quem ainda está negociando as condições com o banco.

Os dados da Abrainc, divulgados nesta sexta-feira, mostram que a alta da Selic já derrubou as simulações de crédito imobiliário em 12% nas últimas duas semanas. No mercado secundário, os FIIs de papel sentiram o baque: o IFIX recuou 1,8% no acumulado da semana, puxado pelos títulos indexados ao CDI. Para o comprador de imóvel na planta, a conta é dupla: além dos juros maiores no financiamento, as parcelas intermediárias — que corrigem pelo INCC — também aceleraram com a inflação de custos.

A pergunta que todo mundo faz é: até onde vai essa alta? Os analistas do mercado, ouvidos pela Anbima nesta semana, já precificam uma nova elevação de 0,5 ponto percentual na reunião de outubro, o que levaria a Selic para 13%. Se isso se confirmar, a parcela daquele mesmo financiamento de R$ 500 mil pode encostar em R$ 6,2 mil, um salto de quase 15% em relação a janeiro. Para quem está planejando comprar, a janela de negociação com os bancos nunca esteve tão importante: alguns já oferecem taxas prefixadas de 10,9% para imóveis verdes, mas só para quem tem boa renda e entrada alta.

Na ponta dos lançamentos, as incorporadoras começam a sentir o aperto. Segundo o Secovi-SP, os lançamentos de agosto caíram 7% na capital paulista, e as vendas, 4%, na comparação com julho — um reflexo direto da alta dos juros. A expectativa é que setembro feche com números ainda piores, já que os efeitos da última decisão do Copom ainda não foram totalmente absorvidos. Algumas construtoras já anunciaram condições especiais, como parcelas fixas por 24 meses ou subsídio de 50% dos juros no primeiro ano, para não perder o ritmo de vendas.

Enquanto isso, o FGTS segue como uma das poucas alternativas para fugir da Selic alta. O financiamento pela Caixa, usando o Fundo, tem juros médios de 8,5% ao ano, mas exige avaliação criteriosa e limite de financiamento. Neste trimestre, a procura por essa modalidade cresceu 18%, segundo dados do Banco Central divulgados ontem. Para quem tem saldo no Fundo, a dica é usar o FGTS tanto na entrada quanto na amortização, reduzindo o saldo devedor e o impacto dos juros futuros.

No cenário de curto prazo, a recomendação dos especialistas é clara: se você encontrou o imóvel ideal, não espere a próxima reunião do Copom. Cada alta de 0,5 ponto percentual significa um acréscimo médio de R$ 180 na parcela de cada R$ 100 mil financiados. Por outro lado, se a renda estiver apertada, talvez valha esperar o ciclo de alta passar — projeções do mercado indicam que a Selic pode cair para 11% já no segundo semestre de 2027, abrindo espaço para refinanciamentos mais baratos. Mas, como lembram os corretores, imóvel bom não espera.

A dica final dos analistas é comparar, comparar e comparar. As taxas entre bancos variam até 1,5 ponto percentual, e uma diferença dessas pode representar uma economia de mais de R$ 100 mil ao longo de um financiamento de 30 anos. Com a Selic em alta, cada detalhe pesa no bolso — e a informação é a melhor arma para negociar com o gerente.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom
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