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Selic em 12,25%: por que seu financiamento imobiliário encareceu R$ 320 agora

O Copom manteve a taxa básica em 12,25% ao ano nesta semana, mas os bancos já repassaram o aperto. Veja o impacto real na parcela do seu imóvel.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic em 12,25%: por que seu financiamento imobiliário encareceu R$ 320 agora

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada na última quarta-feira, manteve a Selic em 12,25% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes que vinha desde o início do ano. O que parecia uma pausa, no entanto, virou um novo aperto para quem está financiando um imóvel: os bancos já repassaram a alta para as novas contratações e até para contratos com juros pós-fixados.

Na prática, quem simula um financiamento de R$ 500 mil em 360 meses pelo sistema SAC, com a taxa média de 11,9% ao ano praticada pelos grandes bancos, viu a parcela inicial saltar de R$ 5.480 para R$ 5.800. São R$ 320 a mais por mês, só por causa da mudança no cenário de juros. A conta considera o aumento de 0,5 ponto percentual na taxa média, que veio da alta dos juros futuros e do repasse do aumento da exigência de capital para operações de crédito imobiliário.

O movimento já aparece nos dados da Abrainc e do Banco Central. Segundo o BC, o custo efetivo total do financiamento imobiliário subiu de 11,3% para 11,9% em julho, a maior alta mensal desde o início do ano. A Abrainc, por sua vez, registrou queda de 8% nas vendas de imóveis novos na primeira quinzena de julho, em comparação com o mesmo período de junho, reflexo direto do encarecimento do crédito.

Mas nem tudo é má notícia. A caderneta de poupança, principal fonte de recursos para o crédito imobiliário, tem captado recursos de forma consistente, e os bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal, ainda oferecem linhas com taxas a partir de 10,5% ao ano para quem aceita usar o FGTS. Especialistas ouvidos pela Perspectiva Imobiliária recomendam que o comprador negocie o uso de recursos do FGTS para reduzir o valor financiado e busque portabilidade após seis meses, quando o mercado pode já ter precificado o novo cenário.

Para quem já tem contrato ativo, a recomendação é ficar atento ao índice de reajuste. Contratos pós-fixados atrelados à Selic sofrerão reajuste direto; os que usam TR ou IPCA terão impacto menor, mas não nulo. A dica dos especialistas é renegociar com o banco antes do reajuste anual, mostrando propostas de concorrentes.

No trimestre atual, a expectativa é de que a Selic permaneça estável, mas o Copom sinalizou que pode retomar a alta se a inflação de serviços não ceder. O mercado de juros futuros já precifica uma probabilidade de 65% de novo aumento de 0,25 ponto na reunião de setembro. Ou seja: quem pode, deve aproveitar as condições atuais para fechar negócio.

Em resumo, o financiamento imobiliário está mais caro nesta semana, e o impacto no bolso é imediato. Mas quem se planejar, usar o FGTS e comparar taxas ainda pode encontrar boas oportunidades. O segredo é não esperar a poeira baixar para agir.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom#taxa de juros#crédito imobiliário
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