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Selic a 15%: parcela de imóvel sobe R$ 890 em 30 dias

Copom elevou juros na última reunião e financiamento imobiliário disparou. Veja como o aumento de 1 ponto percentual impacta seu bolso e o que fazer agora.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 15%: parcela de imóvel sobe R$ 890 em 30 dias

O Copom anunciou na última semana um novo aumento da Selic, levando a taxa básica para 15% ao ano — o maior patamar desde 2017. A decisão, que surpreendeu parte do mercado, já tem efeito direto no financiamento imobiliário: em apenas 30 dias, a parcela de um imóvel de R$ 500 mil subiu cerca de R$ 890, segundo simulações feitas com base na tabela Price.

Para quem está comprando, o impacto é imediato. Com a Selic a 15%, os bancos já repassaram o aumento para as novas contratações. Um financiamento de R$ 400 mil em 30 anos, com taxa efetiva de 16,5% ao ano, sai por volta de R$ 5.540 mensais — ante os R$ 4.650 praticados há duas semanas, antes do anúncio. A diferença de R$ 890 equivale a 12% do valor da parcela, dinheiro que poderia pagar a escola dos filhos ou uma viagem em família.

A alta dos juros também esfria o mercado de lançamentos. Segundo dados da Abrainc, as vendas de imóveis novos nas capitais caíram 8,3% em agosto na comparação mensal, já refletindo a expectativa de aperto monetário. Incorporadoras como MRV e Cyrela reduziram o ritmo de lançamentos neste trimestre, esperando uma acomodação da demanda até o fim do ano.

Mas nem tudo é desgraça. Para quem tem recurso parado, a renda fixa ficou ainda mais atrativa. Tesouro Selic e CDBs pós-fixados oferecem retorno de cerca de 15% ao ano, fazendo com que muitos investidores adiem a compra de imóveis e apliquem na renda fixa. Isso aumenta a oferta de imóveis usados e gera oportunidades de negociação — quem tem dinheiro à vista pode conseguir descontos de até 15% em relação aos preços de tabela.

Outro efeito colateral: os financiamentos com recursos do FGTS seguem com taxas menores, mas o saldo do fundo está cada vez mais disputado. O orçamento para 2026 destinou R$ 120 bilhões à habitação, mas a alta da Selic reduz a capacidade de subsídio do governo. Especialistas recomendam que compradores com renda até R$ 8 mil mensais corram para garantir o financiamento neste trimestre, antes que as condições fiquem ainda mais restritas.

Para quem já contratou um financiamento antes do aumento, a boa notícia é que a parcela já era fixa, então não muda. Mas quem está com contrato em análise ou pretende financiar até dezembro precisa refazer as contas. Uma dica dada por especialistas é simular com bancos menores e cooperativas de crédito, que muitas vezes oferecem taxas até 2 pontos percentuais abaixo dos grandes bancos.

No fim das contas, a alta da Selic é um chamado à cautela. Avalie seu fluxo de caixa, negocie a entrada e considere esperar os próximos meses se puder. O mercado imobiliário segue vivo, mas agora só para quem anda com planejamento — e com juros a 15%, cada detalhe pesa no bolso.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom
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