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Selic a 15% esta semana: financiamento imobiliário encarece R$ 410 na parcela

Com o Copom mantendo a taxa em 15% ao ano, quem vai financiar R$ 500 mil em 35 anos terá aumento de R$ 410 na parcela mensal. Veja estratégias para reduzir o impacto agora.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 15% esta semana: financiamento imobiliário encarece R$ 410 na parcela

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, na última quarta-feira, manter a taxa Selic em 15% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes que vinha desde o início do ano. A decisão, amplamente esperada pelo mercado, já tem efeito prático para quem pretende financiar um imóvel: segundo simulações da Abrainc, a parcela de um financiamento de R$ 500 mil em 35 anos saltou de R$ 4.890 para R$ 5.300, um acréscimo de R$ 410 por mês.

O impacto não é apenas para novos contratos. Com a Selic estacionada em patamar elevado, os bancos tendem a manter as taxas de financiamento acima de 11% ao ano, como mostram dados do Banco Central divulgados nesta semana. Para quem já contratou, a surpresa pode vir nos contratos com taxa pós-fixada, que acompanham a variação mensal da Selic. Segundo a Secovi-SP, cerca de 20% dos financiamentos ativos têm essa modalidade.

Este mês, o cenário é de cautela: a inflação acumulada em 12 meses chegou a 5,2%, pressionada por alimentos e energia, o que reduz a expectativa de cortes na taxa básica até o fim do ano. O boletim Focus, divulgado na segunda-feira, projeta a Selic em 14,75% ao final de 2026, mas ainda é um patamar historicamente alto.

Para o comprador, a recomendação de especialistas é clara: aproveitar as condições atuais antes de novos aumentos. Com a alta da Selic, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil anunciaram, nesta semana, novas condições para a linha com recursos do FGTS, que agora exigem entrada mínima de 30% para imóveis acima de R$ 500 mil. Quem consegue dar uma entrada maior reduz o valor financiado e, consequentemente, o peso dos juros.

"O financiamento imobiliário continua sendo uma das formas mais baratas de crédito no Brasil, mas o custo efetivo pode variar muito entre os bancos", afirma o economista-chefe da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Pedro Cavalcanti. Ele recomenda que o comprador pesquise as taxas em pelo menos três instituições antes de fechar o contrato.

Outro caminho é repensar o prazo. Financiar em 30 anos, em vez de 35, reduz a taxa de juros em até 0,5 ponto percentual, segundo a B3. No exemplo acima, isso significaria uma parcela de R$ 5.050, ainda alta, mas com economia superior a R$ 100 mil no total pago ao final do contrato.

A expectativa do mercado, segundo analistas ouvidos pela reportagem, é que a Selic permaneça nesse nível até pelo menos dezembro, o que pode esfriar o mercado imobiliário neste período. As vendas de imóveis novos no segundo trimestre já caíram 8% em relação ao trimestre anterior, conforme pesquisa da Abrainc. Para quem pensa em financiar, o momento exige planejamento e negociação, mas ainda há janelas interessantes em construtoras com estoque a preços mais competitivos.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom 2026
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