Mercado BR

Selic a 14,75%: quanto sua parcela subiu após o Copom desta semana

Com a alta de 0,5 ponto na quarta-feira, financiamentos de imóveis de R$ 500 mil podem custar R$ 380 a mais por mês. Veja se ainda vale a pena negociar agora.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 14,75%: quanto sua parcela subiu após o Copom desta semana

O Copom elevou a Selic para 14,75% ao ano na quarta-feira (29), no que já era esperado pelo mercado, mas nem por isso menos doloroso para quem planeja financiar um imóvel. A decisão, a quinta alta consecutiva no ciclo atual, reflete a pressão inflacionária e a desancoragem das expectativas. Para o comprador, o efeito é imediato: as taxas dos bancos, que já vinham acima da Selic, subiram ainda mais.

Segundo simulações da Abrainc, baseadas nas taxas médias praticadas pelos grandes bancos nesta semana, um financiamento de R$ 500 mil em 360 meses, com entrada de 20%, passou de uma parcela de R$ 4.820 para R$ 5.200 — um acréscimo de R$ 380 por mês. No total, ao longo do contrato, o impacto chega a R$ 136 mil a mais apenas pela diferença de juros. Números que assustam, mas que refletem a nova realidade.

A alta da Selic também já se reflete nos lançamentos. Dados do Secovi-SP divulgados nesta semana mostram que as vendas de imóveis novos na capital paulista cresceram 6% no primeiro semestre, mas com ticket médio menor — sinal de que os compradores estão migrando para unidades mais baratas ou reduzindo o tamanho do imóvel para caber no orçamento. O financiamento imobiliário, que usa a poupança como principal fonte, tende a desacelerar nos próximos meses.

Apesar do cenário, especialistas ouvidos pela reportagem não recomendam esperar uma queda brusca da Selic no curto prazo. A ata do Copom, divulgada hoje, indica que o ciclo de alta pode continuar, com nova elevação de 0,5 ponto na próxima reunião, em setembro. Isso significa que as taxas de financiamento podem ficar ainda mais salgadas — e quem tem contrato com taxa prefixada hoje pode estar fazendo um bom negócio.

Para quem está avaliando comprar, a dica é usar a simulação do Banco Central para comparar as taxas efetivas entre bancos e considerar a possibilidade de usar o FGTS para reduzir o valor financiado. Outra estratégia é buscar imóveis na planta, que costumam ter condições de financiamento melhores nos primeiros anos. O importante é não ficar parado: com a Selic em alta, cada mês de espera pode custar caro no bolso.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom#taxa de juros#mercado imobiliário
0 comentário(s)

Comentários

para comentar.

    Continue lendo