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Selic a 14,75% faz financiamento imobiliário subir R$ 480 na parcela média

O último Copom elevou os juros básicos e a Caixa já ajustou a tabela. Veja o impacto real no bolso de quem vai financiar um imóvel agora e as alternativas para fugir do aperto.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 14,75% faz financiamento imobiliário subir R$ 480 na parcela média

A decisão do Copom desta semana, que manteve a Selic em 14,75% ao ano, já produziu efeito imediato no mercado imobiliário. A Caixa Econômica Federal, maior agente de crédito imobiliário do país, atualizou as taxas de financiamento para novas contratações, e a parcela média de um apartamento de R$ 500 mil subiu cerca de R$ 480 por mês em relação ao início do ano.

O movimento não é isolado. Dados da Abrainc divulgados nesta quarta-feira (29) mostram que o número de lançamentos recuou 12% no segundo trimestre, puxado pela alta dos juros e pelo aperto no crédito. Segundo a entidade, o estoque de imóveis prontos sem venda cresceu 8% no mesmo período, com destaque para São Paulo e Belo Horizonte.

Para quem está pensando em financiar, o momento exige cálculo. Com a Selic em 14,75%, os bancos privados já operam com taxas a partir de 11,9% ao ano, enquanto a Caixa, que usa parte do FGTS, chega a 10,5% para imóveis de até R$ 1,5 milhão. A diferença pode parecer pequena, mas em um contrato de 30 anos, ela representa quase R$ 200 mil a mais no total pago.

O Banco Central, em seu Relatório de Inflação divulgado na última quinta (30), indicou que a Selic deve permanecer em dois dígitos até pelo menos o primeiro trimestre de 2027. Isso significa que a janela atual de financiamento, ainda com condições um pouco melhores do que as previstas, pode se fechar nos próximos meses.

Especialistas ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária recomendam três estratégias: usar o FGTS como entrada, optar por imóveis na planta com tabela fechada e negociar com o banco a portabilidade de taxas após a queda dos juros. Na prática, quem conseguir dar 30% de entrada e financiar em até 20 anos reduz o impacto da Selic em quase 40%.

Ainda assim, o mercado não está parado. O FipeZap de junho, divulgado no início deste mês, mostrou alta de 0,4% no preço dos imóveis em 50 cidades, puxada por capitais como Curitiba, Florianópolis e Fortaleza. Ou seja, enquanto o crédito encarece, o preço de venda segue firme, o que reforça a importância de avaliar cada negócio com lupa.

Nesta sexta-feira (31), a expectativa é que os bancos anunciem novas condições para financiamento de imóveis usados, que hoje respondem por quase 60% das transações. A dica dos especialistas: se você já tem proposta aprovada, não demore — a cada reunião do Copom, o risco de o crédito ficar mais caro aumenta.

#Selic#financiamento imobiliário#Caixa#Copom#juros
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