Mercado BR

Selic a 13,75%: quanto sua parcela subiu após o Copom desta semana

Com a nova alta da Selic, financiar 80% de um imóvel de R$ 500 mil custa R$ 900 a mais por mês. Veja os números que ninguém te contou e o que fazer agora.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 13,75%: quanto sua parcela subiu após o Copom desta semana

O Copom anunciou na quarta-feira (29) a nova alta da Selic, para 13,75% ao ano — o maior patamar desde 2017. Para quem está financiando um imóvel, o efeito é imediato: as parcelas dos contratos atrelados à taxa e os novos financiamentos ficaram mais caros. Mas a matemática exata assusta: em um financiamento de R$ 400 mil pelo SFH, com prazo de 30 anos, a parcela média subiu de R$ 4.250 para R$ 4.720 só com a variação da taxa — um acréscimo de R$ 470 por mês, ou R$ 5.640 por ano.

O impacto, no entanto, não é uniforme. Quem já contratou com taxa fixa — opção que voltou a ganhar força nos últimos meses — está protegido. Já quem optou pela taxa flutuante, mais comum em contratos antigos, sentirá o aumento nas próximas faturas. Segundo a Abrainc, cerca de 65% dos financiamentos recentes foram contratados com taxa fixa, mas a parcela variável ainda domina o estoque de crédito imobiliário. Isso significa que milhões de famílias brasileiras terão um aperto no orçamento nos próximos meses.

A alta da Selic também derruba a demanda por novos financiamentos. Dados do Banco Central indicam que a procura por crédito imobiliário caiu 12% na última semana, com os bancos já elevando as taxas nos balcões. Na Caixa Econômica Federal, a taxa média para o SFH passou de 10,5% para 11,2% ao ano. Em bancos privados, os juros já chegam a 13% para prazos longos. O resultado prático: quem estava em dúvida entre comprar agora ou esperar, agora tem um forte incentivo para adiar o sonho da casa própria.

Mas há um lado positivo. Para investidores, o momento é de oportunidades em ativos descontados. Fundos imobiliários que investem em CRIs com taxa pós-fixada, por exemplo, tendem a se beneficiar da Selic alta. Além disso, a alta dos juros costuma pressionar os preços de imóveis prontos, que podem cair de 3% a 5% nos próximos trimestres, segundo projeções do Secovi-SP. Historicamente, períodos de Selic elevada abriram janelas de compra para quem tem liquidez.

O que fazer agora? Para quem está negociando um financiamento, a dica é buscar portabilidade ou simular em pelo menos três bancos. A diferença de taxa entre instituições pode chegar a 2 pontos percentuais, o que representa uma economia de R$ 600 por mês no mesmo cenário. Para quem já tem contrato, vale renegociar prazos ou usar o FGTS para amortizar saldo devedor. Já para investidores, a recomendação é olhar para FIIs de papel e ativos indexados ao IPCA, que devem entregar retornos reais positivos mesmo com juros altos.

A Selic não deve cair tão cedo. O mercado já projeta nova alta na reunião de setembro, com a taxa podendo atingir 14,25% até o fim do ano. Isso significa que o crédito imobiliário continuará caro. Mas, como todo ciclo, este também vai passar. A diferença entre perder dinheiro e aproveitar a virada está em entender os números e agir com estratégia. Esta semana mostrou que cada ponto percentual da Selic muda a vida de quem financia um imóvel. Fique atento aos próximos passos do Copom e ajuste seu planejamento.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom
0 comentário(s)

Comentários

para comentar.

    Continue lendo