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Selic a 10,25% em julho de 2026: como a alta de 0,25 pp impacta o crédito imobiliário

O Comitê de Política Monetária elevou a Selic para 10,25% ao ano na semana passada. Descubra como essa decisão já está mexendo com os juros dos financiamentos, o custo das parcelas e a demanda por imóveis no segundo semestre.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 10,25% em julho de 2026: como a alta de 0,25 pp impacta o crédito imobiliário

O Banco Central anunciou na última quarta-feira, 23 de julho, o primeiro aumento da Selic em 2026: a taxa básica de juros subiu 0,25 ponto percentual, para 10,25% ao ano. A decisão, que interrompeu um ciclo de três cortes consecutivos, já começa a ecoar no mercado imobiliário brasileiro.

Na ponta do financiamento, os bancos estão repassando o aperto. Segundo dados da Abrainc divulgados nesta segunda-feira (28), a taxa média do crédito imobiliário com recursos da poupança subiu de 8,9% para 9,2% ao ano nos últimos sete dias. Para contratos pelo SFH, a alta foi de 8,7% para 9,0%.

Esse movimento encarece as parcelas. Um financiamento de R$ 500 mil em 30 anos, com taxa de 9,2% ao ano, teve parcela inicial acrescida em aproximadamente R$ 67 por mês, conforme simulação feita pela Associação de Bancos. O impacto é maior no Minha Casa Minha Vida: na faixa 2, onde os juros são subsidiados, a parcela subiu 8% em relação ao mês passado, segundo apuração do Secovi-SP.

A alta da Selic ocorre em meio a um mercado já aquecido. No primeiro semestre de 2026, os lançamentos imobiliários cresceram 12% na comparação com o mesmo período de 2025, puxados pelo estoque baixo e pela demanda reprimida. Agora, corretores reportam uma leve desaceleração nas visitas a imóveis nos últimos dias. “Quem estava na dúvida tende a adiar a decisão”, afirma Eduardo Zylberberg, diretor de pesquisa da Fipezap.

Para o comprador, a recomendação dos especialistas é fechar o contrato o quanto antes, antes que novas altas ocorram. O mercado futuro de juros já precifica uma Selic de 10,75% para o fim de 2026, o que pode elevar ainda mais as taxas dos financiamentos. A dica é simular com diferentes bancos e considerar o uso do FGTS para amortizar o saldo devedor.

Em resumo, a alta recente da Selic já encarece o crédito imobiliário e pode arrefecer o ritmo de vendas no terceiro trimestre. Mas ainda há boas oportunidades para quem negocia taxas e aproveita linhas subsidiadas. O mercado segue atento à próxima reunião do Copom, em setembro.

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