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Selic a 10,25% eleva parcela do Minha Casa Minha Vida em 8% neste mês

Com a nova alta da Selic para 10,25% na última reunião do Copom, as simulações de financiamento imobiliário indicam aumento médio de 8% na prestação dos contratos do MCMV. Entenda os impactos por faixa de renda e como o mercado reagiu nesta semana.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 10,25% eleva parcela do Minha Casa Minha Vida em 8% neste mês

A decisão do Copom de elevar a Selic para 10,25% na última quarta-feira, 22 de julho, já começa a apertar o orçamento dos compradores de imóveis. Segundo simulações da Abrainc com base na nova taxa, as parcelas do Minha Casa Minha Vida (MCMV) subiram, em média, 8% para contratos firmados a partir desta semana — pra quem financia com recursos do FGTS, o impacto chega a 11% na parcela inicial.

O efeito é mais severo nas faixas 2 e 3 do programa, onde os subsídios são menores. Para um imóvel de R$ 350 mil financiado em 30 anos, a prestação saltou de R$ 2.150 para R$ 2.322 — diferença de R$ 172 mensais. Na faixa 1, o subsídio federal absorveu parte do choque, com alta de apenas 4,5%, segundo dados da Secovi-SP divulgados nesta sexta-feira (24).

O mercado secundário de CRIs também reagiu. O índice de debêntures incentivadas da Anbima registrou queda de 0,8% na semana, com recomposição de prêmios para novos papéis. ‘Investidores estão reavaliando spreads diante de um cenário de juros mais altos por mais tempo’, afirma Luís Otávio, analista da XP Investimentos, em relatório enviado a clientes ontem.

Apesar do aperto, as incorporadoras mantiveram otimismo cauteloso. A MRV Engenharia anunciou nesta quarta-feira (22) que vai direcionar 60% dos lançamentos do segundo semestre para o programa MCMV, segmento com demanda menos elástica à Selic. Já a Cyrela reportou, em teleconferência de resultados na terça (21), que 45% de seus contratos em carteira são atrelados à TR — indexador que não acompanha diretamente a Selic, o que protege temporariamente seu fluxo de caixa.

Para quem planeja financiar, a recomendação dos especialistas é clicar a pesquisa: comparar as taxas oferecidas por diferentes bancos. Dados do Banco Central mostram que a taxa média de financiamento imobiliário com recursos da poupança subiu 0,5 ponto percentual desde o início de julho, chegando a 9,8% ao ano. ‘Quem tem FGTS pode usar o saque-aniversário como entrada e reduzir o valor financiado, compensando parcialmente o juro maior’, sugere Patricia Silva, diretora da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário (ABCImob).

A expectativa do mercado é de que a Selic encerre o ano a 11,25% — segundo o Boletim Focus divulgado ontem (25). Isso significa que, para quem pode esperar, talvez valha a pena adiar a compra para o primeiro trimestre de 2027, quando o ciclo de aperto pode já ter cedido. Mas, para quem precisa do imóvel agora, a dica é simular com entrada maior e prazo mais longo para diluir o impacto.

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