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Selic a 10,25% eleva parcela do MCMV em 8% neste mês; veja como driblar

Com a Selic em 10,25% ao ano, o financiamento imobiliário fica mais caro. Dados da FipeZap mostram alta de 0,8% nos preços dos imóveis em junho. Saiba quais imóveis ainda valem a pena.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 10,25% eleva parcela do MCMV em 8% neste mês; veja como driblar

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 10,25% ao ano na última reunião de junho, frustrando expectativas de corte. A decisão já impacta o financiamento imobiliário: segundo a Abrainc, a taxa média de crédito imobiliário com recursos da poupança subiu de 9,8% para 10,2% ao ano em julho, elevando a parcela do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em cerca de 8% para novos contratos.

A alta reflete o repasse do aumento do custo de captação dos bancos. Dados do Banco Central mostram que o saldo de crédito imobiliário cresceu apenas 0,5% em junho na comparação com maio, desacelerando ante o trimestre anterior. A Secovi-SP estima que as vendas de imóveis novos na capital paulista recuaram 3% no segundo trimestre de 2026.

Para o investidor, a notícia não é de todo ruim. Com juros mais altos, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) que pagam dividendos indexados ao CDI ou IPCA+ se tornam mais atrativos. O índice IFIX da B3 subiu 1,2% na semana passada, puxado por fundos de papel como o KNCR11. Já os FIIs de tijolo, mais sensíveis à atividade econômica, caíram 0,5% no mês.

No mercado de locação, a inflação imobiliária medida pelo FipeZap-ABECIP subiu 0,8% em junho, acumulando alta de 9,4% em 12 meses. Para quem precisa alugar, a dica é negociar contratos anuais com reajuste pelo IPCA, que deve ficar abaixo do IGP-M em 2026 (projeção Anbima: IPCA 4,2% vs IGP-M 5,8%).

Para quem planeja comprar, a sugestão dos analistas é buscar imóveis na planta ou em estágio final de construção, pois o custo do financiamento só incide após a entrega. A Caixa Econômica Federal anunciou nesta semana que vai manter as taxas do SBPE em 9,99% ao ano para imóveis de até R$ 350 mil, válido até 31 de agosto.

Em resumo, a Selic alta pressiona o crédito, mas abre oportunidades em FIIs de renda fixa e negociação de aluguéis. O mercado imobiliário brasileiro segue resiliente, com ajuste de preços e taxas.

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