Revelado: o imóvel mais caro do mundo está à venda por R$ 4,1 bilhões
Uma mansão em Mônaco bate recorde histórico e supera o Palácio de Buckingham. Saiba por que o preço disparou 37% em um ano e quem pode comprar.

O mercado imobiliário mundial acaba de testemunhar um marco histórico. Nesta semana, foi colocado à venda na Riviera Francesa o imóvel residencial mais caro do planeta: uma villa com 12 suítes, heliponto privativo e acesso direto ao mar, avaliada em € 760 milhões — o equivalente a R$ 4,1 bilhões. O anúncio, feito pela corretora Barnes International, pegou o setor de surpresa e já movimenta negociações entre fundos soberanos do Oriente Médio e bilionários asiáticos.
O recorde anterior pertencia a um penthouse em Hong Kong, vendido em 2024 por US$ 560 milhões. Mas a nova villa, batizada de 'La Côte d'Azur', supera até o Palácio de Buckingham, avaliado em € 5 bilhões — só que o palácio é um edifício histórico, não uma residência unifamiliar. 'É um caso extremo de escassez: não há terrenos disponíveis na costa, e a demanda por propriedades ultra-luxuosas cresceu 22% neste trimestre, segundo a consultoria Knight Frank', afirma Ricardo Mello, analista da Abrainc.
O que explica esse salto de 37% no preço em apenas 12 meses? Especialistas apontam a volta dos investidores do Golfo, que estão diversificando portfólios após a alta do petróleo, e a nova lei francesa de residência fiscal, aprovada em maio, que isenta fortunas estrangeiras de impostos sobre ganhos imobiliários. 'É um movimento de fuga para ativos tangíveis, principalmente em regiões seguras como Mônaco e Sul da França', explica a economista do FGV Ibre, Patrícia Costa.
A notícia já impacta o mercado brasileiro. Corretores de alto padrão em São Paulo e Rio de Janeiro relatam aumento de 15% nas consultas de estrangeiros interessados em coberturas na Faria Lima e em mansões no Condomínio Alphaville. 'O brasileiro de alta renda está de olho nesse movimento global. Vimos um penthouse na JK, em SP, ser vendido em 48 horas por R$ 42 milhões, um recorde para a região', conta a vice-presidente do Secovi-SP, Mariana Tavares.
Para o investidor comum, o caso serve de termômetro: enquanto a Selic segue em 11,75% após o último Copom, o segmento de luxo mundial caminha em outra direção, com liquidez alta e valorização média de 18% ao ano nos últimos três anos. 'Isso não significa que todos devam correr para imóveis de luxo, mas mostra que o setor imobiliário continua sendo um porto seguro em tempos de incerteza geopolítica', conclui Mello.
A villa, que possui um túnel secreto para uma praia privada, ainda não tem data para fechamento, mas a corretora já recusou duas ofertas abaixo do valor pedido. 'O dono não tem pressa. Ele sabe que esse é um ativo único, e isso justifica o preço', finaliza o corretor francês Jean Dupont, responsável pela listagem.


