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Ranking: as 5 cidades que mais valorizaram imóveis no trimestre — até 22,4%

Balneário Camboriú, São Paulo e Goiânia puxam a fila, mas duas surpresas no Nordeste e no Sul avançam mais rápido que a média nacional. Veja onde o metro quadrado disparou entre junho e agosto.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Ranking: as 5 cidades que mais valorizaram imóveis no trimestre — até 22,4%

O metro quadrado brasileiro subiu 4,1% entre junho e agosto deste ano, segundo o Índice FipeZap+ divulgado nesta semana. Mas o número nacional esconde disparidades regionais: cinco cidades registraram alta superior a 13% no trimestre, e duas delas superaram a marca dos 20%, algo que não acontecia desde 2021. O levantamento considera preços anunciados em 56 municípios e é a principal referência do mercado residencial no país.

No topo do ranking aparece Balneário Camboriú (SC), com valorização de 22,4% no trimestre e metro quadrado médio de R$ 18.970. A cidade catarinense, que já era a mais cara do país fora do eixo Rio-São Paulo, foi impulsionada pela entrega de dois empreendimentos de alto padrão na Barra Sul e pela retomada de compradores estrangeiros. Em segundo lugar vem Goiânia (GO), com alta de 20,1% e metro quadrado a R$ 9.340 — o maior salto já registrado na série histórica para a capital goiana, puxado pelo boom de lançamentos no Setor Marista e no Jardim Goiás.

São Paulo (SP) ocupa a terceira posição, com 15,7% de valorização e metro quadrado a R$ 12.180, sustentada pela escassez de terrenos na zona oeste e pelo aquecimento do mercado de alto padrão nos bairros de Pinheiros, Vila Madalena e Itaim Bibi. Na quarta colocação surge uma surpresa: Maceió (AL), com 14,9% e metro quadrado a R$ 7.420, beneficiada por investimentos em infraestrutura na orla de Pajuçara e pela chegada de fundos imobiliários focados em renda de temporada. Fecha o grupo a também inesperada Caxias do Sul (RS), com 13,3% e metro quadrado a R$ 6.890, reflexo da demanda industrial e da migração de moradores da região metropolitana de Porto Alegre.

Segundo a Abrainc, o volume de lançamentos cresceu 18,2% no acumulado do ano até agosto, mas a oferta ainda patina em cidades médias. "O que vemos é um descolamento entre a demanda por moradia qualificada e a capacidade de entrega das incorporadoras. Isso pressiona o preço para cima, especialmente em capitais com restrição de terra urbanizada", avalia o economista Rafael Menezes, da consultoria Atlas Macro. O Banco Central, no último Relatório de Estabilidade Financeira, já alertou para a formação de bolhas localizadas em mercados de alto padrão.

Para quem pensa em investir agora, o alerta é evitar compras por impulso nos picos de valorização. Cidades como Balneário Camboriú e Goiânia operam com estoque de imóveis prontos muito baixo, o que eleva o risco de correção de preços em 2027. Por outro lado, Maceió e Caxias do Sul ainda apresentam preço por metro quadrado abaixo da média nacional — R$ 8.640 — e podem oferecer janelas de entrada interessantes, sobretudo para quem busca renda de aluguel.

A expectativa para o último trimestre do ano é de desaceleração gradual. A Selic, que o Copom manteve em 9,25% na reunião de agosto, deve cair para 8,75% em novembro, o que historicamente impulsiona o crédito imobiliário, mas também tende a atrair novos compradores e sustentar os preços nas cidades do topo do ranking. A recomendação dos especialistas é clara: olhar o fluxo de lançamentos e a taxa de vacância antes de decidir onde colocar o dinheiro. Valorização passada, como sempre, não garante retorno futuro.

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