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Ranking 2026: as 10 cidades brasileiras com maior valorização imobiliária no 1º semestre

Com base no Índice FipeZAP e dados da Abrainc, as cidades médias do interior lideram a alta, enquanto capitais perdem força. Veja quais municípios tiveram os maiores aumentos reais de preço.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Ranking 2026: as 10 cidades brasileiras com maior valorização imobiliária no 1º semestre

O mercado imobiliário brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com um cenário de valorização concentrada em cidades médias do interior, enquanto as capitais tradicionais, como São Paulo e Rio de Janeiro, apresentaram ritmo mais moderado. De acordo com o Índice FipeZAP de junho, os preços dos imóveis residenciais subiram 1,2% no mês e 8,5% nos últimos 12 meses, mas a dispersão entre os municípios é grande.

O ranking das 10 cidades com maior valorização real (descontada a inflação) no 1º semestre de 2026 é liderado por São José do Rio Preto (SP), com alta de 6,8%, seguida por Joinville (SC) com 6,2% e Uberlândia (MG) com 5,9%. Todas são cidades com forte dinamismo econômico local, baseada em agronegócio, logística e serviços. Ribeirão Preto (SP) e Londrina (PR) completam o top 5, com altas de 5,4% e 5,1%, respectivamente. Apenas duas capitais aparecem na lista: Florianópolis (4,9%) e Goiânia (4,3%), em 6º e 10º lugares.

O que explica essa interiorização da valorização? Segundo levantamento da Abrainc, essas cidades médias têm registrado forte migração de empresas e trabalhadores, atraídos por custos mais baixos e qualidade de vida. Além disso, a oferta de imóveis novos ainda é restrita, enquanto a demanda aquecida por financiamento imobiliário – que cresceu 18% no semestre, segundo a Anbima – pressiona os preços. Em São José do Rio Preto, por exemplo, o estoque de imóveis à venda caiu 25% em relação a 2025.

Outro fator relevante é a atuação das construtoras de médio porte, que têm focado nesses mercados. Dados da Secovi mostram que os lançamentos em cidades com menos de 500 mil habitantes cresceram 12% no semestre, enquanto nas capitais caíram 3%. Isso realimenta o ciclo de valorização, já que a oferta nova ainda não atende toda a demanda. O preço médio do metro quadrado nessas cidades varia de R$ 5.200 (São José do Rio Preto) a R$ 8.900 (Florianópolis), contra R$ 11.500 em São Paulo e R$ 9.800 no Rio.

Para o investidor, o momento sugere atenção às cidades médias com indicadores econômicos sólidos. Contudo, o ritmo de alta pode não se sustentar se a oferta de novos empreendimentos acelerar. A B3 também registrou aumento nas emissões de CRIs para projetos nessas regiões, o que sinaliza que os incorporadores estão de olho. Antes de comprar, avalie o estoque local, o crescimento do emprego formal e a infraestrutura urbana – fatores que tendem a manter a valorização no médio prazo.

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