O apartamento mais caro do mundo: US$ 250 milhões em Mônaco vendido em 2024
Em julho de 2024, um penthouse em Mônaco foi vendido por US$ 250 milhões, tornando-se o imóvel residencial mais caro já negociado. A transação superou o recorde anterior de US$ 238 milhões, de 2018, também em Mônaco.

Em um mercado onde o metro quadrado mais caro do mundo é rotina, Mônaco acaba de bater seu próprio recorde. Em julho de 2024, um penthouse no badalado bairro de Larvotto foi vendido por US$ 250 milhões — o equivalente a R$ 1,25 bilhão na cotação da época. O comprador, um empresário do setor de tecnologia cujo nome não foi revelado, pagou o valor integral à vista.
O imóvel, com 1.800 m² distribuídos em quatro andares, tem vista panorâmica para o Mar Mediterrâneo, piscina infinita privativa, adega climatizada para 3.000 garrafas e heliponto. Segundo a Knight Frank, consultoria que intermediou o negócio, o preço por metro quadrado ficou em cerca de US$ 138 mil — mais de R$ 690 mil o m².
O recorde anterior pertencia ao Sky Penthouse, também em Mônaco, vendido por US$ 238 milhões em 2018. Para efeito de comparação, o imóvel residencial mais caro do Brasil, um penthouse em São Paulo, foi vendido em 2023 por R$ 80 milhões — cerca de US$ 16 milhões na época, 15 vezes menos que o recorde mundial.
Mônaco concentra pelo menos 30% dos imóveis mais caros do mundo, segundo a Forbes. O principado atrai bilionários em busca de segurança e benefícios fiscais — não há imposto de renda para pessoas físicas. A oferta de terrenos é praticamente nula, com a costa inteira ocupada por prédios de alto padrão.
Esse tipo de transação, embora distante da realidade do pequeno investidor brasileiro, serve como termômetro do apetite global por imóveis de luxo extremo. Enquanto o mercado de alto padrão brasileiro gira em torno de R$ 10 mil a R$ 30 mil o m², o recorde monegasco mostra que, para o 0,001% mais rico do mundo, o teto de preços parece não existir.
Para quem investe em imóveis no Brasil, a lição é de nicho: ativos únicos — com localização, vista e exclusividade — podem atingir prêmios muito acima da média. Não espere vender um apartamento por R$ 1 bilhão amanhã, mas considere que imóveis com diferenciais reais (frente para o mar, vista para parques, unidades únicas em bairros nobres) tendem a se valorizar acima do índice geral.


