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Ranking 2º tri: as cidades brasileiras com maior valorização imobiliária

Dados do FipeZap mostram alta de 2,8% no índice nacional, com destaque para Balneário Camboriú, São Paulo e Goiânia. Veja o ranking completo e as tendências do trimestre.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Ranking 2º tri: as cidades brasileiras com maior valorização imobiliária

O mercado imobiliário brasileiro fechou o segundo trimestre de 2026 com valorização acumulada de 2,8% no índice FipeZap, acelerando em relação ao primeiro trimestre (2,1%). Entre as 20 cidades monitoradas, oito superaram a média nacional, puxadas por demanda aquecida e estoques enxutos.

Balneário Camboriú (SC) lidera o ranking com alta de 5,4% no preço médio do m², que atingiu R$ 15.280. A cidade se beneficia do fluxo de investidores estrangeiros e lançamentos de alto padrão. São Paulo aparece em segundo lugar, com valorização de 4,1% e preço médio de R$ 11.950/m². Goiânia completa o pódio com 3,9%, impulsionada pela expansão de condomínios logísticos e programas de habitação popular.

Outras capitais que se destacaram foram Fortaleza (3,6%), Recife (3,4%) e Belo Horizonte (3,1%). No caso de Fortaleza, a combinação de turismo em alta e obras de mobilidade urbana (VLT e BRT) atraiu incorporadoras. Recife, por sua vez, vive a recuperação de bairros como Boa Viagem e Pina, com valorização de 4,7% na faixa de 150 m².

A pesquisa da Abrainc para o mesmo período mostra que as vendas de imóveis residenciais no Brasil cresceram 12,3% em unidades e 15,1% em valor, comparado ao segundo trimestre de 2025. O crédito imobiliário também avançou: foram financiados R$ 63,4 bilhões com recursos da poupança e FGTS, alta de 9% sobre o trimestre anterior.

Entre as tendências observadas, destaca-se o aumento da procura por imóveis de dois quartos com até 80 m² em bairros bem localizados, reflexo do home office híbrido. No setor de luxo, a preferência por coberturas e apartamentos com lazer completo sustentou os preços em Balneário Camboriú e São Paulo.

Para o terceiro trimestre, as expectativas do Secovi-SP são de continuidade da alta, mas em ritmo mais moderado (entre 1,5% e 2%), com possíveis impactos da taxa Selic, que o Copom manteve em 11,25% na última reunião de junho. Investidores de olho em valorização devem ficar atentos a cidades médias com boa infraestrutura, como São José dos Campos e Campinas.

Em suma, o ranking do segundo trimestre confirma que a valorização imobiliária no Brasil segue concentrada em poucos polos, mas com sinais de disseminação para capitais do Nordeste e Centro-Oeste. O investidor que busca retorno deve considerar não apenas o preço do m², mas também a liquidez e a evolução do estoque na região.

#valorização imobiliária#FipeZap#2º trimestre 2026
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