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Os 7 FIIs de tijolo que pagaram 1,5% ao mês em julho; veja a lista

Em um mês de Selic em 14,75%, fundos de galpões e shoppings destoaram e distribuíram rendimentos de até 1,52%. Levantamento exclusivo revela os campeões de julho e o que esperar para agosto.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Os 7 FIIs de tijolo que pagaram 1,5% ao mês em julho; veja a lista

Julho de 2026 foi um mês de contrastes para os fundos imobiliários. Enquanto o IFIX acumulou alta de 0,8% no período, um grupo seleto de FIIs de tijolo (shoppings, lajes corporativas e galpões logísticos) surpreendeu ao distribuir dividendos mensais de até 1,52%, praticamente o dobro da média do mercado, que ficou em 0,79%, segundo levantamento da plataforma FIIs.com.br, compilado até a última sexta-feira (24).

O desempenho veio em um cenário de juros altos, com a Selic mantida em 14,75% na última reunião do Copom, em junho. Mesmo assim, os fundos com contratos atípicos e indexados ao IPCA conseguiram blindar suas receitas. O HSML11, por exemplo, distribuiu R$ 1,20 por cota em julho, um rendimento de 1,49% sobre a cotação de fechamento do mês anterior. Já o VISC11, de lajes corporativas, pagou R$ 0,95, equivalente a 1,38%.

A lista dos sete campeões de julho inclui ainda o KNCR11 (1,52%), o HGBS11 (1,45%), o XPML11 (1,42%), o BRCO11 (1,39%) e o GGRC11 (1,36%). Todos esses fundos têm em comum a alta exposição a contratos atípicos ou a indexadores como IPCA e IGP-M, que repassam a inflação diretamente aos rendimentos. Segundo a Abrainc, no primeiro semestre de 2026, 62% dos contratos de aluguel de lajes e galpões nos grandes centros foram reajustados acima de 9%.

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Para o segundo semestre, a expectativa é que esses fundos continuem se destacando, especialmente se o Banco Central sinalizar corte de juros apenas no quarto trimestre. A pesquisa Focus, divulgada na última segunda-feira (27), já projeta Selic de 12,5% para o fim de 2026, o que tende a valorizar as cotas de FIIs de tijolo, que hoje negociam com desconto médio de 18% sobre o valor patrimonial, segundo dados da B3.

Um alerta, porém: nem todos os fundos de tijolo estão no mesmo barco. Os voltados para lajes corporativas nos centros do Rio e de São Paulo ainda sofrem com vacância de 22%, enquanto galpões logísticos têm vacância de apenas 4%. Por isso, o investidor precisa olhar o portfólio de cada FII antes de comprar. O relatório mensal de julho da UBS BB, divulgado nesta quarta-feira (29), recomenda exposição seletiva ao setor, priorizando fundos com contratos longos e indexados ao IPCA.

Para quem quer capturar os dividendos de agosto, a dica é comprar as cotas até a próxima quinta-feira (6), data-limite para entrar no próximo pagamento. Os rendimentos de julho serão creditados nas contas dos cotistas até o dia 15 de agosto. Com a Selic ainda em patamar elevado, a renda passiva dos FIIs de tijolo segue sendo uma das alternativas mais atraentes para quem busca fluxo de caixa mensal — mas exige dedicação na escolha dos papéis.

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