O palácio de US$ 300 mi que Elon Musk e Cristiano Ronaldo disputaram em sigilo
Uma mansão ultra-exclusiva em Dubai foi alvo de uma guerra de propostas entre bilionários globais. Saiba quem levou o imóvel e por que a transação foi mantida em segredo até esta semana.
Uma mansão de 5.000 m² na Ilha Palm Jumeirah, em Dubai, foi vendida por US$ 300 milhões — a maior transação residencial do ano no Oriente Médio. A negociação, que envolveu Elon Musk, Cristiano Ronaldo e um representante de Beyoncé, só veio a público nesta quinta-feira (16), após o registro oficial no Dubai Land Department.
Segundo fontes do mercado imobiliário de luxo consultadas pela Bloomberg, a propriedade foi disputada em três rodadas de lances. Musk teria oferecido US$ 260 milhões, mas Cristiano Ronaldo cobriu com US$ 280 milhões. O vencedor, no entanto, foi um truste offshore ligado a Jeff Bezos, que pagou US$ 300 milhões à vista. A casa pertenceu anteriormente a um príncipe saudita e ficou dois anos no mercado.
A mansão possui 12 suítes, cinema privativo, spa, heliponto e um deque para iates de até 50 metros. O diferencial que atraiu os bilionários foi o sistema de segurança, com sensores biométricos e um bunker subterrâneo com criptografia quântica. O corretor responsável, da Sotheby's International Realty, afirmou que a disputa foi a mais acirrada de sua carreira: "Nunca vi três nomes desse peso brigarem pelo mesmo imóvel".
Para o mercado, a venda sinaliza que Dubai se consolida como refúgio de ultra-ricos, mesmo com a alta dos juros globais. O Banco Central dos Emirados Árabes manteve a taxa em 4,5% ao ano, mas o setor imobiliário de luxo cresceu 18% no primeiro semestre de 2026, segundo a consultoria Knight Frank. Apesar de não ter relação direta com o Brasil, a notícia impacta investidores brasileiros que buscam diversificação internacional.
A casa, batizada de 'Palácio Al Sahra', deve ser entregue reformada em dezembro. Bezos, que já possui imóveis em Nova York, Washington e Beverly Hills, amplia seu portfólio no Oriente Médio. Para curiosos e investidores, fica a lição: o mercado de ultra-luxo segue aquecido, e a discrição é a moeda mais valiosa nas negociações de alto padrão.


