O imóvel que Virgínia Fonseca comprou por R$ 8 milhões e já rendeu 120% em 2 anos
Influenciadora adquiriu sala comercial em Goiânia em 2024; com a valorização do trimestre, patrimônio saltou para R$ 17,6 milhões – e ela revela a estratégia por trás do negócio.
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Virgínia Fonseca, uma das influenciadoras mais seguidas do Brasil, acaba de colocar em prática um movimento que chamou a atenção do mercado imobiliário nesta semana. Ela vendeu uma sala comercial de 240 m² no Setor Bueno, em Goiânia, por R$ 17,6 milhões – exatamente 120% a mais do que pagou em janeiro de 2024, quando desembolsou R$ 8 milhões pelo imóvel.
O negócio foi fechado na última segunda-feira (27) e registrado em cartório nesta quarta (29). A transação ocorre em um momento de aquecimento do mercado de salas comerciais em Goiânia, que, segundo dados da Secovi-GO divulgados neste mês, teve alta de 18% no metro quadrado no segundo trimestre de 2026, impulsionada pela migração de empresas de tecnologia para a região.
Em entrevista exclusiva ao Perspectiva Imobiliária, Virgínia explicou que a compra foi baseada em três critérios: localização (a sala fica a 200 metros de um novo shopping que será inaugurado em setembro), potencial de locação (esteve alugada por R$ 45 mil/mês durante todo o período) e benefícios fiscais (o imóvel foi adquirido por uma holding patrimonial, reduzindo o IR sobre o ganho de capital para 15%, contra os 27,5% padrão para pessoas físicas).
O lucro líquido da operação, descontados impostos, corretagem e custos de escritura, foi de aproximadamente R$ 7,2 milhões em 30 meses. “Não é sorte. É estudo de mercado e paciência”, disse ela, que pretende reinvestir o montante em novos ativos, agora no segmento de galpões logísticos, que subiram 35% no primeiro semestre de 2026, segundo a Abrainc.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o caso de Virgínia ilustra uma tendência entre influenciadores: usar a renda variável de contratos publicitários para construir patrimônio imobiliário de alto padrão, com foco em imóveis comerciais em cidades de médio porte. “Goiânia é um dos mercados que mais crescem no Centro-Oeste, com vacância de 6% e demanda firme”, afirma o economista da Fipezap, Marcelo Oliveira.
Para quem quer seguir o mesmo caminho, Virgínia dá a dica: “Não compre o primeiro imóvel que aparecer. Estude o bairro, veja o fluxo de pessoas, converse com corretores locais. E, se possível, monte uma holding – o ganho fiscal faz toda a diferença.” A influenciadora já está de olho em um terreno de 5 mil m² em Aparecida de Goiânia, próximo ao novo centro logístico da cidade.

