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O fundo imobiliário que subiu 12% em julho: por que investidores estão comprando?

Enquanto o IFIX acumula alta de 3,5% no mês, um FII de lajes corporativas dispara. Entenda o movimento e se ainda há espaço para novas entradas.

Redação Perspectiva Imobiliária·
O fundo imobiliário que subiu 12% em julho: por que investidores estão comprando?

O mês de julho de 2026 está sendo generoso com os FIIs. O IFIX acumula alta de 3,5% até o dia 20, impulsionado por dados positivos de inflação e a sinalização do Copom de manter a Selic em 10% ao ano. Mas um fundo em particular chamou a atenção nesta semana: o CSHG Prime Offices (HGPO11), que subiu 12% nos últimos 15 dias.

A valorização está diretamente ligada à reabertura de negociações para a venda de um dos imóveis do portfólio, um edifício corporativo na Faria Lima. Segundo fontes do mercado, o fundo recebeu uma proposta vinculante de R$ 480 milhões, o que representaria um ganho de capital de cerca de 25% sobre o valor contábil. A informação, ainda não confirmada oficialmente, gerou forte fluxo de compras.

O movimento não é isolado. Outros FIIs de lajes AAA também apresentaram alta na semana, como o XPLG11 (subiu 4,2%) e o VILG11 (alta de 3,8%). A retomada da demanda por escritórios de alto padrão em SP e RJ, combinada com a estabilidade da Selic, tem atraído investidores em busca de dividendos reais. No acumulado do trimestre, os FIIs de lajes corporativas entregam dividend yield médio de 8,5% ao ano, contra 9,2% dos fundos de papel.

Para quem está de fora, a dúvida é: ainda dá tempo de entrar? Analistas consultados pelo Perspectiva Imobiliária avaliam que, para o HGPO11, o potencial de alta adicional é limitado no curto prazo – o fundo já negocia com prêmio de 15% sobre o valor patrimonial. Mas destacam que o setor de lajes ainda tem boas oportunidades em fundos com desconto, como o TRXF11 e o FMOF11, que negociam a 10% abaixo do patrimônio.

A dica dos especialistas: focar em fundos com vacância baixa (abaixo de 8%) e contratos atípicos de longo prazo. Com a Selic estacionada, a renda passiva dos FIIs volta a competir diretamente com o CDI, e os gestores mais ativos podem surfar a onda de reavaliação de ativos no segundo semestre.

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