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Neymar tem R$ 312 milhões em imóveis: os 5 endereços que o craque ainda não vendeu

Entre Mangaratiba, São Paulo e Dubai, o portfólio imobiliário do atacante soma 11 propriedades avaliadas em R$ 312 milhões — e três delas estão paradas no mercado há meses.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Neymar tem R$ 312 milhões em imóveis: os 5 endereços que o craque ainda não vendeu

Neymar não é só o jogador mais caro da história do futebol brasileiro: é também um dos maiores proprietários de imóveis do país entre celebridades. Levantamento exclusivo feito por Perspectiva Imobiliária com base em registros de matrícula, dados da Receita Federal e avaliações da Fipezap deste mês de setembro de 2026 aponta que o atacante mantém 11 propriedades ativas, com valor de mercado somado em R$ 312 milhões. Só a mansão de Mangaratiba, na Costa Verde do Rio, avaliada em R$ 98 milhões, tem 6,5 mil metros quadrados, heliponto e marina própria.

O que chama atenção, porém, é o que está encalhado. Três imóveis do portfólio estão anunciados há mais de 200 dias sem comprador: uma cobertura no Itaim Bibi, em São Paulo, pedida por R$ 27 milhões, um duplex em Balneário Camboriú de R$ 19,5 milhões e uma casa em Dubai, nos Emirados Árabes, avaliada em R$ 41 milhões. Segundo corretores que operam com o cliente, o preço acima da média da região e a preferência por pagamento à vista travam as negociações — no Itaim Bibi, o metro quadrado médio está em R$ 21,4 mil, mas o imóvel do craque sai por R$ 32,7 mil/m².

O cenário macroeconômico também pesa. No último Copom, em 9 de setembro, o Banco Central manteve a Selic em 10,25% ao ano, o que encarece o financiamento e reduz o apetite por ativos de alto padrão acima de R$ 20 milhões. Dados da Abrainc mostram que as vendas de imóveis acima de R$ 15 milhões caíram 8,3% no trimestre atual na comparação com o mesmo período de 2025, enquanto o segmento de até R$ 1 milhão cresceu 12,1%. É a famosa inversão de pirâmide: o luxo esfria, a base esquenta.

Não é só Neymar. Anitta mantém um portfólio mais enxuto, porém estratégico: quatro imóveis entre Rio, São Paulo e Miami, avaliados em conjunto por R$ 74 milhões — sendo que a cantora comprou um apartamento em Pinheiros, em São Paulo, por R$ 8,2 milhões em março deste ano e já o anuncia por R$ 11,9 milhões, valorização de 45% em seis meses. Já Roberto Justus vendeu este mês uma casa em Trancoso, na Bahia, por R$ 22 milhões, quase o dobro do que pagou em 2022, segundo fontes do mercado baiano.

Para quem olha o patrimônio das celebridades como termômetro, a lição é clara: localização não basta quando o preço destoa da região. Um levantamento do Secovi-SP divulgado nesta semana mostra que imóveis de luxo com valor 30% acima da média do bairro levam, em média, 14 meses para vender — contra 4 meses daqueles precificados dentro da faixa. Neymar sente isso na prática: mesmo com todo o poder de mídia, o mercado não paga prêmio de celebridade.

A recomendação de especialistas ouvidos pela reportagem é direta: quem tem imóveis de alto padrão parados deve revisar o preço a cada 90 dias e considerar permuta por unidades menores, mais líquidas. O próprio Banco Central, no Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre, alertou para o risco de concentração em ativos ilíquidos. No caso do craque, a saída pode ser leiloar uma das propriedades ou transformá-las em locação por temporada — setor que cresceu 23% neste ano, segundo a Anbima. Se Neymar seguir essa rota, o portfólio de R$ 312 milhões pode finalmente virar caixa.

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