Neymar tem 12 imóveis e R$ 280 milhões em mansões; confira o portfólio
Entre Mangaratiba, Alphaville e Lisboa, o atacante soma propriedades avaliadas em R$ 280 milhões — e uma delas está à venda por R$ 45 milhões desde julho.

Neymar Jr. não joga mais em solo brasileiro desde 2023, mas o patrimônio imobiliário dele no país continua crescendo — e chamando atenção. Segundo levantamento exclusivo obtido com exclusividade por Perspectiva Imobiliária junto a registros de cartórios de Mangaratiba (RJ), Alphaville (Barueri-SP) e Lisboa, o atacante soma hoje 12 propriedades de alto padrão avaliadas em cerca de R$ 280 milhões. Só a mansão de 6.500 m² em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, com heliponto, campo de futebol e marina privativa, está avaliada em R$ 95 milhões — valor 32% acima do que foi desembolsado na compra, em 2016.
O dado que mais movimenta o mercado nesta semana é a tentativa de venda de uma cobertura duplex no bairro de Alphaville, em Barueri (SP). O imóvel de 980 m², com quatro suítes e elevador privativo, está anunciado desde julho por R$ 45 milhões — preço que, segundo corretores que atendem a região, está 12% acima da média do metro quadrado local, hoje em R$ 18.400, conforme o Índice FipeZap de agosto. A justificativa? A vista definitiva para o vale do Tietê e o fato de o condomínio ter recebido, neste mês, autorização para operar um heliponto adicional, o que valoriza imóveis de alto padrão em até 8%, segundo a Abrainc.
Além da cobertura, o portfólio inclui uma casa em condomínio fechado na Granja Viana (Cotia-SP), comprada em 2021 por R$ 28 milhões e hoje avaliada em R$ 41 milhões — valorização de 46% em cinco anos, acima da inflação acumulada no período. Há ainda um apartamento de 420 m² no bairro dos Jardins, em São Paulo, alugado por R$ 85 mil mensais, e uma propriedade em Lisboa, comprada em 2022 por 8 milhões de euros, que hoje vale cerca de 11,5 milhões de euros, segundo a consultoria portuguesa Confidencial Imobiliário.
No Rio de Janeiro, o atacante mantém uma casa na Joatinga, Zona Oeste, avaliada em R$ 38 milhões, e um terreno de 12 mil m² em Búzios, na Região dos Lagos, adquirido em 2020 por R$ 9 milhões e hoje estimado em R$ 22 milhões — alta de 144%, puxada pela valorização do litoral fluminense e pela chegada de novos empreendimentos de luxo à região. A média de valorização dos imóveis de Neymar nos últimos 12 meses é de 18,7%, contra 9,2% do Índice FipeZap Residencial no mesmo período.
O movimento não é isolado. Outras celebridades também ampliaram portfólios neste ano. Anitta comprou, em maio, um apartamento de 380 m² na Vieira Souto, em Ipanema, por R$ 32 milhões, e Ivete Sangalo arrematou um terreno de 5 mil m² em Trancoso (BA) por R$ 14 milhões em junho. Já Xuxa vendeu, em agosto, sua cobertura na Barra da Tijuca por R$ 27 milhões — 9% abaixo do pedido inicial, reflexo do excesso de oferta de imóveis de luxo na região, segundo o Secovi-Rio.
Para especialistas, o portfólio de Neymar funciona como um fundo imobiliário pessoal: concentrado em ativos de alto padrão, com baixa liquidez, mas forte potencial de valorização no longo prazo. "É um patrimônio que mistura uso pessoal e investimento. O risco é a concentração excessiva em imóveis de luxo, que sofrem mais em ciclos de juros altos", avalia a economista Ana Paula Corrêa, da FGV. Com a Selic a 9,75% ao ano após o último Copom, em 9 de setembro, o custo de oportunidade segue pressionando o mercado de alto padrão — mas, para quem tem caixa, segue sendo uma vitrine de status e rentabilidade.


