Neymar esconde R$ 92 milhões em imóveis: os 4 endereços que ele não vende por nada
Enquanto o atacante negocia a renovação com o Santos, um levantamento inédito mostra que o portfólio imobiliário do craque cresceu 18% só neste ano — e tem um imóvel que ele jamais colocaria à venda.

Enquanto o futuro de Neymar no Santos segue indefinido nos bastidores da Vila Belmiro, o que ninguém discute é o tamanho do patrimônio imobiliário acumulado pelo atacante fora dos gramados. Um levantamento feito pelo portal Perspectiva Imobiliária com base em registros de matrícula, escrituras e dados de mercado aponta que o craque mantém hoje um portfólio de pelo menos quatro propriedades de alto padrão avaliado em R$ 92 milhões — alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025, puxada pela valorização do metro quadrado na Zona Sul do Rio e no litoral paulista.
O endereço mais valioso segue sendo o condomínio de Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, onde o atacante mantém a mansão que virou cenário de festas e concentrações da seleção. O imóvel, com cerca de 3.200 m² de área construída e marina própria, foi comprado por R$ 27 milhões em 2019 e hoje, segundo corretores especializados em alto luxo da Lopes e da Bossa Nova Sotheby's, não sairia por menos de R$ 45 milhões. É o ativo que Neymar simplesmente não vende: pessoas próximas garantem que a propriedade está fora de qualquer negociação, inclusive em meio às conversas sobre uma possível mudança definitiva para o exterior.
Na capital paulista, o craque mantém um apartamento no Jardim Europa, comprado em 2022 por R$ 12 milhões e hoje avaliado em R$ 18,4 milhões, segundo dados do Índice FipeZap de setembro. O imóvel fica em um prédio de apenas oito unidades, com segurança reforçada, e foi reformado no ano passado com projeto de arquitetura assinado por um escritório paulistano. Já em Barcelona, na Espanha, o atacante ainda mantém a casa de 1.200 m² que comprou quando defendia o clube catalão — avaliada em 11 milhões de euros (cerca de R$ 71 milhões, pela cotação desta semana), segundo o portal Idealista. Imóvel que, segundo fontes do mercado europeu, segue alugado e rendendo cerca de 25 mil euros por mês.
O quarto ativo fecha a conta em um terreno de 8 mil m² em Porto Feliz, no interior de São Paulo, adquirido por R$ 6,5 milhões em 2021 e que hoje vale quase o dobro, segundo a imobiliária que administra a região. O crescimento do metro quadrado no entorno de condomínios de luxo no interior paulista foi de 22% nos últimos 12 meses, acima da média nacional de 9,7% apurada pelo FipeZap no trimestre encerrado em agosto — movimento puxado por famílias de alta renda que deixaram a capital após a alta dos juros.
O caso de Neymar ilustra uma tendência que ganhou força neste ano entre celebridades e empresários: transformar cachê e contratos de imagem em tijolo. Segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a procura por imóveis de luxo acima de R$ 10 milhões cresceu 31% no primeiro semestre de 2026 na comparação anual, com destaque para Rio de Janeiro, São Paulo e Balneário Camboriú. "O famoso compra imóvel de luxo como reserva de valor. Ele entende que o mercado de capitais oscila, mas o metro quadrado bem localizado não volta atrás", explica a consultora de patrimônio Marina Reis, que atende clientes de alta renda em São Paulo.
Para quem olha de fora, o portfólio de Neymar funciona quase como um fundo imobiliário pessoal: baixa rotatividade, ativos únicos e localizações que não se repetem. A diferença é que, no caso dele, cada endereço carrega também um valor de imagem — e é justamente isso que faz com que a mansão de Mangaratiba, mesmo com ofertas milionárias na mesa, siga fora do mercado. Enquanto o futuro no futebol não se define, o craque continua fazendo o que sabe melhor: manter o patrimônio longe do alcance de qualquer proposta.


