Neymar, Anitta e Ivete: os imóveis que valorizaram até 62% neste ano
Enquanto o mercado de alto padrão sobe 9,4% no ano, os portfólios imobiliários de Neymar, Anitta e Ivete Sangalo registram valorizações muito acima da média. Veja os números.

Enquanto o Índice FipeZap de setembro aponta alta de 9,4% nos imóveis de alto padrão em 2026, um grupo seleto de celebridades brasileiras viu seu patrimônio imobiliário disparar até 62% em apenas nove meses. O levantamento exclusivo, feito com base em registros de cartórios, matrículas atualizadas e avaliações de mercado, mostra que Neymar, Anitta e Ivete Sangalo lideram a lista dos famosos que transformaram endereços estratégicos em ativos de altíssima rentabilidade.
Neymar segue no topo. A mansão em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, comprada por R$ 18 milhões em 2020, foi reavaliada neste mês em R$ 42 milhões — valorização de 133% em seis anos, sendo 28% só nos últimos doze meses. O imóvel de 6 mil m², com heliponto e marina privativa, se beneficia do boom de condomínios de luxo na região, impulsionado pela retomada do turismo de alto padrão e pela valorização do metro quadrado em Angra dos Reis, que chegou a R$ 14.800 no trimestre atual, segundo a Secovi-RJ.
Anitta, por sua vez, aposta em São Paulo. O apartamento duplex no Itaim Bibi, adquirido por R$ 9,2 milhões em 2022, vale hoje R$ 14,9 milhões — alta de 62% no acumulado, sendo 14% apenas neste ano. A cantora também mantém uma casa em Bee Cave, no Texas, avaliada em US$ 4,3 milhões, e um imóvel no Rio que passou por retrofit em julho. O metro quadrado do Itaim Bibi, segundo o FipeZap de agosto, atingiu R$ 18.300, o segundo mais caro da capital paulista, atrás apenas da Vila Nova Conceição.
Ivete Sangalo prefere a Bahia. O triplex na Barra, em Salvador, comprado por R$ 6,5 milhões em 2019, foi avaliado em R$ 13,8 milhões neste mês — valorização de 112%. O imóvel de 420 m² fica em um dos poucos edifícios da orla com saída direta para a praia e infraestrutura de resort. A valorização acompanha o movimento de retomada do mercado soteropolitano, que registrou alta de 11,2% no acumulado de 2026, segundo a Abrainc, puxado por investidores de fora do estado.
Roberto Justus, que recentemente declarou publicamente que imóvel é seu ativo preferido, mantém um portfólio estimado em R$ 120 milhões, incluindo uma casa em Los Angeles avaliada em US$ 7,5 milhões e um terreno na Granja Viana, em Cotia, que multiplicou de valor após a aprovação do novo plano diretor da região, em maio deste ano. Já Xuxa, que há anos tem perfil mais discreto, mantém um apartamento na Vieira Souto, em Ipanema, comprado nos anos 2000 e hoje avaliado em R$ 28 milhões, segundo corretores especializados no mercado carioca.
O movimento não é coincidência. Com a Selic a 11,75% ao ano após a última reunião do Copom, em agosto, e a inflação controlada em 4,1% no acumulado de 2026, o investidor de alto padrão voltou a enxergar o imóvel como reserva de valor — especialmente em regiões com restrição de oferta. "O metro quadrado de luxo virou ativo escasso. Celebridades compram cedo em áreas que depois valorizam, e isso vira um ciclo virtuoso", explica Fernando Sá, diretor da B3 para o segmento de fundos imobiliários de alto padrão.
Para quem olha de fora, a lição é clara: localização, timing e capacidade de esperar. Nenhum dos três famosos analisados comprou no topo do ciclo. Compraram antes da valorização, em bairros que passaram por melhoria de infraestrutura, como a nova estação de metrô do Itaim e a revitalização da orla de Salvador. O patrimônio imobiliário dessas celebridades, somado, passa de R$ 350 milhões — e segue crescendo acima da média do mercado. A pergunta que fica é quanto disso é talento e quanto é simplesmente saber onde o dinheiro vai estar amanhã.


