Política

Minha Casa Minha Vida: Congresso amplia faixa 3 e renda máxima sobe para R$ 12 mil

Decisão desta semana muda regras do programa e pode turbinar o mercado imobiliário. Veja quem sai ganhando e como isso afeta seu financiamento.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Minha Casa Minha Vida: Congresso amplia faixa 3 e renda máxima sobe para R$ 12 mil

O Congresso Nacional aprovou nesta semana o projeto de lei que amplia as faixas de renda do Minha Casa Minha Vida, elevando o teto da Faixa 3 de R$ 8.000 para R$ 12.000 mensais. A medida, sancionada hoje pelo presidente, promete injetar novos compradores no mercado imobiliário e alterar a dinâmica de financiamento para a classe média.

Segundo dados da Abrainc, a ampliação pode beneficiar cerca de 2,5 milhões de famílias que antes estavam fora do programa, mas que agora podem acessar subsídios e taxas reduzidas. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a mudança deve aquecer especialmente os segmentos de imóveis na faixa de R$ 350 mil a R$ 500 mil, uma vez que a Faixa 3 passará a contemplar quem ganha até R$ 12 mil.

A decisão, no entanto, não veio sem controvérsias. O relator do projeto no Senado, senador Paulo Paim, enfrentou resistência da ala econômica do governo, que estima um impacto fiscal de R$ 4,2 bilhões por ano. Para cobrir o custo, o texto prevê a ampliação da utilização do FGTS e um aumento no teto de financiamento pela Caixa Econômica Federal, conforme apurado com o Banco Central.

No mercado, a reação foi imediata: as ações de incorporadoras como MRV e Cyrela subiram mais de 5% na B3 nesta quinta-feira, refletindo a expectativa de aumento na demanda. A Secovi-SP projeta um acréscimo de até 15% nas vendas de imóveis novos no próximo trimestre, puxado principalmente por compradores que antes dependiam exclusivamente do crédito tradicional.

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Para quem já possui financiamento, a notícia também é relevante: a Caixa anunciou que vai reavaliar contratos vigentes para permitir a migração de mutuários da Faixa 3 para as novas condições, com possibilidade de redução das parcelas em até 12%. A medida deve ser regulamentada nos próximos 30 dias, como informou o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho.

Embora a ampliação seja vista como um alívio para o setor, alguns economistas alertam para o risco de inflação imobiliária. O índice FipeZap de julho já acumula alta de 1,2% no mês, e a tendência é de aceleração nas regiões metropolitanas. A recomendação de consultores é que interessados em comprar não esperem: as condições atuais de juros e subsídios podem ser mais vantajosas do que as futuras.

Com a nova regra, o Minha Casa Minha Vida passa a cobrir famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, mas as faixas intermediárias também foram ajustadas: a Faixa 1 agora vai até R$ 2.640, a Faixa 2 até R$ 4.400, e a Faixa 3 até R$ 12 mil. A expectativa é que o programa alcance 3 milhões de novas contratações até o fim de 2027, gerando emprego e renda em todo o país.

A medida já está em vigor, e os interessados podem procurar as agências da Caixa para simular as novas condições. Para quem estava esperando o momento certo de comprar, a mensagem dos especialistas é clara: o momento é favorável, mas exige planejamento para não comprometer o orçamento.

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