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Minha Casa Minha Vida 2026: teto de R$ 500 mil e juros de 4,5% — quem ganha

Governo ampliou faixas do programa nesta semana; mudanças podem reduzir parcela em até R$ 1.200 e liberar imóveis de até R$ 500 mil para a faixa 1. Veja se você se encaixa.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Minha Casa Minha Vida 2026: teto de R$ 500 mil e juros de 4,5% — quem ganha

O governo federal anunciou nesta semana a ampliação dos limites do Minha Casa Minha Vida (MCMV) para 2026, elevando o teto do financiamento para imóveis urbanos a R$ 500 mil nas capitais e regiões metropolitanas. A medida, publicada em portaria do Ministério das Cidades na última terça-feira, também reduziu os juros efetivos para famílias da faixa 1, de 4,5% ao ano para 4,5% com subsídio ampliado, na prática reduzindo o custo mensal em até R$ 1.200 para quem fecha contrato até dezembro.

O reajuste, que substitui o teto anterior de R$ 350 mil vigente desde o ano passado, foi aprovado após negociações com a Abrainc e o Secovi-SP, que reclamavam da defasagem dos valores frente à inflação da construção civil — medida pelo INCC, acumulou alta de 8,7% nos 12 meses encerrados em junho. Segundo dados da Caixa Econômica Federal, a demanda por imóveis nesta faixa cresceu 34% no trimestre atual, pressionada pelo crédito mais barato.

O presidente Lula, ao lançar o pacote em cerimônia no Palácio do Planalto, destacou que a meta é contratar 2,5 milhões de unidades até o fim de 2026. Para isso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, no último Copom, a liberação de R$ 15 bilhões adicionais do FGTS para financiamentos habitacionais — o maior aporte da história do fundo. O dinheiro deve irrigar principalmente construtoras focadas em empreendimentos de médio padrão, como a MRV e a Direcional, que já anunciaram lançamentos na próxima semana em São Paulo e Belo Horizonte.

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Mas atenção aos critérios: a faixa 1 do MCMV agora contempla famílias com renda bruta mensal de até R$ 3.800 (antes R$ 3.000), e a faixa 2 passa a cobrir rendas entre R$ 3.800 e R$ 6.500. Já a faixa 3, que atende rendas até R$ 11.000, não foi alterada. Para se beneficiar, é preciso que o imóvel esteja dentro dos limites de preço da cidade — em São Paulo, por exemplo, o teto subiu para R$ 500 mil, mas em cidades menores, como Campinas, o limite é de R$ 420 mil.

Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que os juros menores valem apenas para contratos assinados até 31 de dezembro de 2026, conforme portaria. Depois disso, as taxas voltam a ser indexadas pela TR, que hoje está em 1,2% ao ano, mais juros de até 7,7% para a faixa 3. Quem já tem contrato ativo não é afetado — a mudança só vale para novos financiamentos. A recomendação é simular as condições nos bancos e na Caixa antes de fechar negócio.

No mercado, a reação foi imediata: o índice de ações de construção da B3 subiu 2,3% na quinta-feira, puxado por Cyrela e Eztec. A FipeZap, em pesquisa divulgada nesta sexta-feira, apontou que a procura por imóveis na faixa de R$ 300 mil a R$ 500 mil cresceu 21% na última semana. Se você está pensando em comprar o primeiro imóvel, a janela é agora: com o teto ampliado e juros menores, a parcela de um apartamento de R$ 450 mil pode sair por R$ 2.340 em 30 anos — ante R$ 3.120 há um mês. Confira as condições na sua cidade e não deixe para depois.

#Minha Casa Minha Vida#crédito imobiliário#FGTS#juros#política habitacional
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