Celebridades

Mansão de R$ 2,9 bilhões: o novo recorde imobiliário de Beyoncé e Jay-Z em Malibu

Casal desembolsou valor recorde em setembro de 2026 por propriedade à beira-mar com 12 quartos, heliponto e adega subterrânea. Entenda por que o mercado de luxo segue aquecido mesmo com juros altos.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Mansão de R$ 2,9 bilhões: o novo recorde imobiliário de Beyoncé e Jay-Z em Malibu

Beyoncé e Jay-Z acabam de entrar para o restrito clube dos bilionários que transformaram o mercado imobiliário de luxo em arena de recordes. No início desta semana, o casal fechou a compra de uma mansão em Malibu, na Califórnia, por US$ 540 milhões — cerca de R$ 2,9 bilhões na cotação atual. O valor supera em 18% o antigo recorde da região, uma propriedade vendida em 2025 por US$ 457 milhões.

A mansão, batizada de "Villa del Mar", tem 12 quartos, 18 banheiros, heliponto próprio, adega subterrânea com capacidade para 5 mil garrafas e uma marina privativa para barcos de até 30 metros. O imóvel estava no mercado desde março deste ano, quando foi listado por US$ 600 milhões. A negociação, conduzida pela corretora Coldwell Banker, durou menos de 90 dias — sinal de que o apetite por ativos únicos segue firme.

O movimento não é isolado. Segundo a corretora internacional Knight Frank, o mercado global de imóveis residenciais acima de US$ 10 milhões cresceu 12% no primeiro semestre de 2026, puxado por transações em Miami, Dubai e Malibu. No Brasil, o segmento de alto padrão também avança: dados da Abrainc mostram que lançamentos acima de R$ 5 milhões subiram 27% no trimestre encerrado em agosto, na comparação anual.

Enquanto isso, a taxa Selic permanece em 11,25% ao ano, patamar definido pelo Copom na reunião de agosto. Mesmo com o custo do dinheiro elevado, os ultra-ricos seguem migrando capital para imóveis de alto padrão, vistos como reserva de valor. A lógica é simples: imóveis únicos, como a mansão de Beyoncé, tendem a se valorizar acima da inflação e funcionam como proteção contra volatilidade cambial.

A compra também movimenta o mercado de serviços. A propriedade deve passar por uma reforma de US$ 40 milhões nos próximos meses, com projeto assinado pelo escritório de arquitetura de Kengo Kuma. O cronograma inclui a instalação de painéis solares, sistema de captação de água da chuva e uma sala de cinema com isolamento acústico de última geração.

Para o investidor brasileiro, o caso serve de termômetro. O apetite global por imóveis exclusivos não dá sinais de arrefecimento, mesmo com juros altos. Fundos imobiliários de luxo listados na B3, como o HGLG11 e o XPML11, acumulam alta de 9% em 2026, contra 4% do Ibovespa no mesmo período. A diferença mostra que o segmento premium segue como porto seguro — desde que o ativo seja, de fato, irrepetível.

Se a mansão de Malibu vai bater novo recorde de valorização, ninguém arrisca cravar. Mas uma coisa é certa: enquanto houver bilionários dispostos a pagar por exclusividade, o teto do mercado de luxo continuará sendo apenas uma sugestão.

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